Gamers Club anuncia melhorias no Anti-Cheat 2.0

Mais proteção contra cheats avançados e maior qualidade nas partidas

Foto: Reprodução/Gamers Club

Com o objetivo de aumentar a integridade competitiva das partidas, a Gamers Club anunciou na última terça-feira (10) melhorias no Anti-Cheat 2.0, ampliando a capacidade de proteção contra cheats mais avançados e fortalecendo a qualidade das partidas.

"Nos últimos anos, os cheats ficaram mais sofisticados e passaram a usar métodos mais difíceis de detectar, incluindo o uso de hardware externo, como DMA, e, para manter o equilíbrio competitivo, o anti-cheat também precisa avançar e usar recursos modernos de segurança do processador e do sistema operacional."

Quatro novas funcionalidades

Secure Boot

A primeira é a inicialização com o Secure Boot. Se houver tentativa de infiltração no boot, o Windows pode impedir a inicialização e isso força a trapaça a rodar dentro do sistema operacional, onde a detecção é mais viável.

Importante: Em alguns computadores, será preciso ativar o recurso na BIOS, usar UEFI e revisar compatibilidade com drivers antigos. Isso faz parte da atualização natural de um ambiente mais seguro.

TPM 2.0 (Trusted Platform Module)

O TPM 2.0 é a segunda funcionalidade e que funciona como uma identidade digital única da máquina, isso fortalece o combate a spoofers, que tentam mascarar a identidade da máquina. Com o TPM, o banimento de hardware fica mais efetivo e mais difícil de contornar.

Importante: Em máquinas mais antigas, o chip pode não existir ou estar em uma versão anterior. Em alguns casos, a ativação também precisa ser feita manualmente na BIOS.

IOMMU (AMD) / VT-d (Intel)

Na terceira a Gamers Club introduz os recursos IOMMU, da AMD e VT-d, da Intel. De acordo com a GC, o DMA (Direct Memory Access) é um dos maiores desafios para anti-cheats hoje. Nesse tipo de trapaça, uma placa PCI Express externa tenta ler a memória RAM do jogo sem passar pelo processador e pelo sistema operacional, o que dificulta a detecção. Para isso, o IOMMU e VT-d ajudam a proteger essa camada.

A função desses recursos é restringir o acesso à memória e permitir leitura apenas por processos autorizados. Se uma placa externa tentar acessar a memória do jogo via DMA, esse acesso pode ser bloqueado.

Importante: Máquinas muito antigas podem não ter suporte, e algumas placas-mãe podem exigir atualização de BIOS ou ativação manual do recurso. Esse ajuste faz parte da preparação do PC para o padrão atual de segurança competitiva.

Segurança Baseada em Virtualização (VBS)

Por fim, o novo sistema contra trapaceiros vai utilizar Segurança Baseada em Virtualização (VBS) e terá artifícios contra DMA e outros programas mais robustos.

Importante: Pode ser necessário ativar virtualização na BIOS, como VT-x em Intel ou SVM em AMD, além de manter o Windows em versão compatível. Em setups mais antigos, pode haver incompatibilidade com drivers antigos. Isso também ajuda a identificar pontos de atualização para uma experiência mais estável.

Como será feita a implementação do Anti-Cheat 2.0

Pensando em estabilidade e adaptação da base, a implementação do novo Anti-Cheat passará por um processo gradual. Nas próximas duas semanas, o Secure Boot será expandido para toda a base de jogadores. Já o VBS e o TPM 2.0 seguem em fase de teste, ativos em uma base reduzida.

Vale destacar que essas etapas são importantes para verificar o comportamento do sistema e a experiência dos usuários antes de lançar os novos recursos. Tudo isso, com foco em uma transição mais estável, com tempo para ajustes de setup e garantia da melhor experiência possível durante a evolução do anti-cheat.