FURIA sobre polêmicas contratuais: "O que foi vazado não era nosso contrato"
Jaime Pádua, CEO da FURIA, comentou as recentes polêmicas sobre os contratos da organização
por Lucas Benvegnú/26 de junho de 2019 - 15:49/Capa: ESPAT
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Recentemente, a FURIA anunciou a renovação do contrato de todos os seus jogadores por cinco anos. Após reportagem do jornalista Jarek "DeKay" Lewis, do site Dexerto.com, muita polêmica foi criada em torno do antigo contrato dos jogadores, que segundo um advogado, seria "um dos piores" já vistos e analisados por ele.

Em sua defesa, a FURIA divulgou um TwitLonger negando as acusações, afirmando que "As "fontes" da notícia estão muito mal informadas, ou mal intencionadas".

Nesta quarta-feira (26), o CEO e fundador da FURIA, Jaime Pádua, concedeu entrevista ao site especializado HLTV.org, comentando o caso. Separamos os melhores trechos da entrevista.

Perguntado sobre aqueles que veem o novo contrato como uma forma de defender os jogadores que recentemente estiveram entre os alvos da MIBR, Jaime deu a seguinte resposta:

"Penso que as críticas são naturais, mas infundadas. As multas rescisórias são ajustadas baseadas nos salários dos jogadores. Aliado a isso, também existem vários cenários onde as multas são reduzidas, como no caso onde o jogador vai para o banco de reservas, por exemplo. A multa rescisória não tem nada a ver com a duração do contrato e está perfeitamente ajustada conforme as normas de mercado."

Jaime também comentou as comparações recentes dos novos contratos da FURIA com os da antiga Virtus.pro, que em 2016, assinou contrato até o fim de 2020, com o objetivo de trazer estabilidade à line-up. Na ocasião, a equipe polonesa entrou em declínio logo após a assinatura dos novos contratos.

"Nós acreditamos que esses contratos são um incentivo e refletem nosso potencial para os próximos anos. No documento, prevemos diferentes cenários nos quais os salários dos jogadores podem aumentar ou diminuir conforme a performance ou popularidade. Contudo, estamos confiantes de que os jogadores continuarão a jogar no mais alto nível e que nossa trajetória está apenas começando", completou o CEO.

Quando perguntado sobre as polêmicas recentes sobre o antigo contrato dos jogadores, Jaime negou a veracidade dos documentos:

"Havia muita má vontade em tudo isso. Primeiramente, o que foi vazado não era nosso contrato. Era um documento que nós jamais assinamos. Mesmo que aquilo fosse um rascunho, o que não podemos verificar sem saber a fonte do repórter, esses elementos foram claramente omitidos deliberadamente para tentar denegrir nossa organização. Os contratos de nossos jogadores têm uma base salarial mais uma grande parte relacionada a bônus de performance. Ou o documento que o repórter usou não era nosso, ou foi editado para tentar nutrir essa remuneração sem sentido algum."

O CEO da organização brasileira ainda completou, dizendo que a história foi inventada: "Toda aquela história foi precariamente fabricada. O repórter em questão disse que nos contatou, o que é mentira. Ele nunca nos procurou para comentar sobre o assunto, apenas para perguntar qual organização estaria interessada em nossos jogadores. Além disso, ele procurou a opinião de um advogado que concordou em analisar um documento que não estava assinado, não contando com autor ou proprietário. Ele julgou a forma que tratamos nossos atletas baseado em um documento que não era nosso contrato. Como eu disse, foi tudo muito estranho."

Jaime ainda falou sobre como a FURIA trata e se defende de propostas de outras equipes:

"Uma coisa que deve ficar clara é que nunca houve um caso de um jogador não deixar a FURIA por conta de uma multa rescisória. Isso nunca foi um problema para as grandes organizações internacionais. Quando nós falamos que as multas rescisórias são muito mais baixas do que a de outras equipes, estamos sendo 100% honestos. Multas rescisórias nunca foram discutidas. O que foi discutido era se um jogador queria deixar a equipe ou não. Nós continuaremos investindo muito nos jogadores, no time, tentando sempre disponibilizar as melhores condições para que eles estejam aptos a continuar desempenhando seu incrível trabalho. E, mais importante, nós manteremos nossas relações transparentes e amigáveis como sempre fizemos. Isso é algo que faz eles se sentirem parte da organização e que parece um absurdo no mundo dos esports."

Ao final da entrevista, ele agradeceu o apoio dos fãs da FURIA:

"A FURIA só existe por causa de seus fãs. Em nome dos jogadores, da staff e da organização, eu só posso agradecer à torcida de todos. Essa não é a primeira vez que alguém tentou nos prejudicar, e não será a última, mas nós sempre estaremos prontos e abertos para responder todas as perguntas. Nossa história está apenas começando, obrigado pela confiança."

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