Funcionários do Esports Charts pedem ajuda da comunidade após invasão na Ucrânia
Agência afirma que combate a desinformação russa é fundamental para o fim do conflito
por Cristino 'cac0' Melo/3 de março de 2022 - 13:30/Capa: Foto: Max Kukurudziak/Unsplash

O Esports Charts divulgou uma nota apresentando sua visão do conflito entre a Rússia e Ucrânia. A agência de análise de dados ligados a esports e streaming explicou que o grupo surgiu na Ucrânia e que grande parte da equipe ainda vive no país. Por isso, pedem ajuda a toda comunidade tanto para compartilhar "informações verdadeiras", quanto para contribuir financeiramente.

"Já se passaram seis dias desde a traiçoeira invasão russa à Ucrânia: parte da nossa equipe é forçada a passar noites em abrigos antibombas e constantemente colocar-se em risco ajudando os outros", diz o texto. "Queremos tranquilizar a todos: nossa equipe está em segurança (relativa), e são outras pessoas do nosso país que precisam de ajuda agora", explicam.

O primeiro pedido do Esports Charts é "repelir o agressor". De acordo com a agência, a Rússia tem compartilhado diversas mentiras sobre o conflito e as justificativas para a invasão.

"Todos podem compartilhar informações verdadeiras sobre o que está acontecendo para acabar com a propaganda podre russa", disse.

Além disso, a Esports Charts explicou os meios para apoiar a população ucraniana. Eles explicam que ajuda com alimentos, remédios, além de financeira são bem-vindas.

"Todos nós permanecemos no território da Ucrânia e tentamos não apenas sobreviver, mas também ajudar os necessitados, enviando alimentos e remédios para as pessoas em abrigos e para nossas unidades de defesa territorial. Apoiamos vários movimentos voluntários não apenas financeiramente, mas também fornecendo transporte para enviar ajuda humanitária às vítimas de hostilidades. Você pode ajudar na nossa luta pela vida e liberdade também", finalizou.

Conflito entre Rússia e Ucrânia

Os ataques da Rússia contra a Ucrânia foram ordenados pelo presidente russo Vladimir Putin, às 23h57 (horário de Brasília) do último dia 24 de fevereiro. Agências internacionais de notícias relataram que houve explosões em diversas regiões, inclusive na capital, Kiev. Segundo o Kremlin, a ação militar visa cumprir a promessa de apoiar as autoproclamadas "repúblicas de Donetsk e Lugansk" no leste, e havia reiterado que não ocuparia o território ucraniano por completo.

Enquanto isso, o exército russo progride em direção a sede do governo e baixas são contabilizadas, segundo o governo da Ucrânia mais de 2 mil civis já padeceram, centenas ficaram feridos e mais de 1 milhão fugiram do país em meio ao conflito.

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