friberg enaltece torcida brasileira, sugere FalleN na FURIA e comenta experiência na Gamers Club
Sueco ainda revelou que não sabe o que o futuro reserva para sua carreira
por Lucas Benvegnú/15 de novembro de 2022 - 13:00/Capa: João Ferreira/PGL
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Pouco após o término do showmatch entre Brasil e Suécia, disputado antes da final do IEM Rio Major 2022, ainda no último domingo (13), Adam "friberg" Friberg, um dos integrantes do time de lendas suecas, falou à DRAFT5 acerca da torcida brasileira, a possibilidade de voltar a competir e a experiência que teve ao jogar na Gamers Club.

"Foi um sentimento incrível. Poder jogar em frente à essa torcida, oof, dá arrepios, foi muito divertido", contou o sueco. "Estive aqui para assistir o jogo entre NAVI e FURIA, foi uma loucura, foi como estar em um show. Meus ouvidos estavam zumbindo mesmo após eu chegar no hotel. Os fãs aqui são insanos, muito apaixonados pelo jogo e pelas equipes da casa, especialmente. Estou muito feliz por termos um campeonato tão grande aqui no Brasil, porque é um país que tem muita história no Counter-Strike, então já era hora", disse.

friberg, por sinal, conhece a torcida brasileira de outros carnavais, tendo disputado a ESL Pro League S4 Finals junto da Ninjas in Pyjamas, ainda em 2016, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo:

"Me recordo bem daquele jogo. Falamos muito sobre quando estivemos aqui. A torcida era enorme e barulhenta naquele tempo, mas isso é completamente diferente. Se passaram cinco, seis anos desde aquele jogo e você pode com certeza dizer que os fãs brasileiros abraçaram o amor pelo jogo. Torcem por seus times. Tem sido incrível de ver os fãs vindo e lotando a arena", garantiu.

Questionado sobre qual dos rivais brasileiros presentes no showmatch do Major do Rio teria o futuro mais próspero, friberg demonstrou um profundo respeito por Gabriel "FalleN" Toledo e sugeriu um destino curioso para o Professor:

"Sempre tive um enorme respeito pelo FalleN, continuo achando que a AWP dele é muito forte e que também é um líder nato. Todos os cinco que jogamos contra são muito bons, mas se eu precisasse escolher um, eu provavelmente diria o FalleN. Se ele se juntasse à FURIA, talvez eles se tornassem ainda melhores. O FalleN pode continuar jogando no mais alto nível", analisou.

Embora não atue competitivamente desde que deixou a Dignitas, ainda em maio, friberg não descarta continuar jogando, mas deixa em aberto o futuro da carreira: "É preciso investir muito tempo para ser jogador. Ainda não me decidi sobre o que fazer. Continuo jogando um pouquinho para acompanhar o ritmo do jogo", contou.

"O que o futuro me reserva? Não sei ainda. Serei pai em menos de um mês, então vou esperar, me adaptar, tentar ficar confortável nessa posição e depois eu tomarei a decisão sobre meu futuro. Se é me juntar a um time e tentar ser o capitão, só jogar, ou se paro de jogar e tento ser treinador ou coisa do tipo. Veremos o que o futuro reserva", explicou.

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friberg ainda não sabe exatamente o que o futuro lhe reserva | Foto: João Ferreira/PGL

"Eu estive na transmissão sueca do Major antes de vir para cá. Foi muito divertido, me disseram sou bom nisso, talvez eu seja, não faço ideia, mas foi divertido assistir os jogos, tentar trazer a minha perspectiva, os pequenos detalhes que talvez as pessoas que não conhecem tão bem o jogo. Talvez eu possa tentar explicar o quão bom esses times realmente são com esses pequenos detalhes, mas veremos o que acontecerá", completou.

friberg, aliás, foi peça-chave para a dinastia instaurada pela Ninjas in Pyjamas nos primórdios do CS:GO. Ele, no entanto, sabe que tudo mudou muito e que, individual e coletivamente, os jogadores estão cada vez melhores:

"Eu sinto que os times hoje têm muito mais infraestrutura por trás deles. Eles têm um treinador, um analista, podem fazer muito para ajudar a fazer anti-strat em um oponente, têm um plano de jogo muito bem preparado para partida."

"Também, individualmente, as pessoas estão muito boas atualmente. Acredito que essa seja a progressão natural do jogo. Você veja, eu joguei na Gamers Club aqui no Brasil, os jovens jogadores aqui no Brasil são muito bons de mira. Quanto mais o tempo passa, as pessoas irão melhorando e melhorando individualmente. Em alguns anos, talvez nem tenhamos mais In-Game Leaders, só veremos pessoas correndo e dando bala na cabeça", pontuou o sueco.

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