No último dia 21, a DRAFT5 publicou uma notícia revelando que o filho do Senador Roberto Rocha, autor do projeto de lei 383, é o atual vice-presidente da Confederação Brasileira do Desporto Eletrônico (CBDEL). Porém, Roberto Rocha Jr. nega que essa relação traga benefícios para ele. E, de acordo com o vice-presidente da entidade, nunca recebeu salário por ocupar o cargo.
Em entrevista exclusiva para a DRAFT5, o filho do Senador confirmou que sabia que o projeto apresentado por seu pai foi redigido pela CBDEL, porém negou que isso foi fator para assumir um cargo na confederação. "Eu sempre fiz algumas coisas lá pelo estado do Maranhão com intuito de fomentar o esporte eletrônico. E me procuraram para ficar sabendo a respeito. Para poder ter um representante maranhense na Confederação e me convidaram. E acabei sendo escolhido como representante da região nordeste."
Ele também afirmou não imaginar que essa relação poderia causar uma repercussão negativa perante a comunidade. "Nunca. Porque não é essa minha cabeça. Tanto é que eu já disse, eu saio qualquer hora. Eu não tenho necessidade nenhuma. Eu sou engenheiro civil, tenho duas empresas, ganho minha vida com outras coisas. Com esporte eletrônico eu tenho prazer em gastar. Eu gasto em esporte eletrônico."
PROBLEMAS DA CBDEL
A CBDEL já se envolveu em diversas polêmicas por conta de eventos realizados. Roberto Rocha Jr. negou todas elas. A primeira envolve um evento que ocorreu durante os jogos da Rio 2016, onde a Confederação teria recebido o valor de R$200 mil dos cofres públicos. Ele, apesar de ter entrado para a associação após o ocorrido afirmou que foi até São Paulo obter mais informações sobre o caso. "Existe muita falta de informação ainda no meio em relação a isso. Logo que saiu isso (problemas com a Rio 2016) eu fui a São Paulo para saber se havia alguma verdade do que havia sido colocado lá. A CBDEL nunca recebeu um real e foi acusada de ter recebido 200 mil para fazer um evento na Rio 2016".
Outro problema que Roberto explicou foi a Reclamação de Jean "mch" Michel D'Oliveira em relação a premiação da WCA do ano de 2018. Ele também negou envolvimento da CBDEL no caso. "Não foi a CBDEL que fez a WCA. Quem fez a WCA no Brasil foi a LNE que foi contratada pela empresa chinesa para fazer os campeonatos da WCA nas Américas. A empresa faliu e não pagou ninguém. Ou seja, os jogadores ficaram sem receber e devem brigar por isso na justiça. Mas, não pode se culpar a CBDEL por uma coisa que ela não tem nada a ver com isso."
Para ele, "O esporte eletrônico no Brasil, ainda está muito falho" por não atender a demanda de todas as regiões do país. "As empresas não tem condição de fazer investimento de grande porte pro país inteiro. Vai ficar somente concentrado em São Paulo. Porque é onde se tem mais condição financeira. É onde gira mais recursos, mais dinheiro. E o privado não vai ter condições de fazer todos os investimentos que precisam ser feitos."
Filho de Senador, Roberto Rocha Jr., nega favorecimento como Vice da CBDEL: "nunca recebi um único real para poder fazer isso"
Ele também explicou situações polêmicas da CBDEL
/28 de novembro de 2019 - 20:51/Capa: