fer fala sobre "pressão natural" e afirma: "Provavelmente vou parar de jogar depois daqui"
Veterano falou sobre os desafios daquele que parece ser o último time de sua longeva e vitoriosa carreira
por Lucas Benvegnú/12 de março de 2022 - 17:00/Capa: Henrique Ramos/Imperial
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Goste você ou não, Fernando "fer" Alvarenga é inquestionavelmente um dos principais responsáveis pelos tempos de ouro do Counter-Strike brasileiro na mais alta prateleira do planeta. Hoje com seus 30 anos, o veterano vive uma realidade bem diferente.

Tentando cavar outra vez seu espaço entre os melhores do mundo sob o banner da Imperial, que apostou no ambicioso Last Dance para a temporada, a Dona Morte concedeu entrevista ao ge para falar sobre o desafio de voltar ao topo.

Durante o período afastado das competições, fer, aliás, esteve bastante ativo na Twitch, aproximando-se de seus fãs e vivendo uma rotina bem menos frenética do que àquela trazida pelos grandes campeonatos. Ele, contudo, coloca o amor à competição em primeiro lugar:

"Sendo streamer eu ganharia muito mais dinheiro, mas eu gosto de fazer o que eu realmente amo. Eu amo competir, então, para mim, qualquer hora que puder competir, eu vou trocar qualquer coisa para fazer isso, não importa o que aconteça", disse.

Segundo ele, o que amenizou a saudade dos torneios foi o fato da ampla maioria destes acontecerem de forma remota nestes tempos pandêmicos: "O ano que fiquei parado não doeu tanto porque os campeonatos estavam sendo online, mas, se eu tivesse vendo todo mundo no palco, no estádio, jogando, e eu em casa, eu ficaria maluco", admitiu.

"Ganhar muito dinheiro e ficar em casa, sendo streamer, não mexeu comigo. O meu negócio é competir e, enquanto eu estiver feliz e disposto a competir, eu vou estar competindo. Nos próximos dois anos vou competir e depois vejo o que acontece", afirmou.

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Foto: Henrique Ramos/Imperial

A recente classificação ao RMR das Américas que leva ao PGL Major Antwerp 2022, conforme sugere o veterano, foi um sopro de esperança para quem não vivenciava uma rotina de competições de forma regular desde 2020, quando ainda defendia o MIBR:

"Esse era nosso primeiro passo, conseguir classificar para o primeiro Major, e vou ser bem sincero, foi um alívio para mim. Estava há muito tempo sem jogar competitivamente, e estou muito feliz de jogar com os caras. Sabemos que há uma pressão natural em cima de nós, mas é uma pressão gostosa", contou.

E para que tudo valha a pena, fer parece ter a receita: "O melhor jeito de aproveitar a jornada é lembrar do porquê você está nela. Eu estou nela para estar jogando com as pessoas que eu gosto, com os meus amigos, vão ser meus últimos anos, muito provavelmente vou parar de jogar depois daqui", ponderou.

"Eu quero fechar minha carreira ao lado dos meus amigos, das pessoas que eu amo, e graças a Deus tenho essa oportunidade", reconheceu. Para fer, a união de tais nomes sob o banner da Imperial representa a chance de encerrar toda essa épica jornada da melhor forma possível:

"O cansaço vai ser natural, estamos numa carreira há muitos anos, mas, quando você lembra o porquê você está lá, isso facilita um pouco. Estou aqui para fechar minha carreira com chave de ouro, nossa carreira foi muito brilhante, muito legal, teve sucessos, altos e baixos, dificuldades, mas acho que ainda falta um pouco para fechar isso com chave de ouro. Se terminasse do jeito que estava, antes do projeto, não seria bacana para ninguém daqui", explicou.

Sabe-se lá o que o futuro reserva para a Imperial. Fernando, não por acaso, mira mais dois anos competindo, mas não escreve tal ideia em pedra: "Neste momento, a minha vontade é jogar mais dois anos e parar. Eu não sei o que quero fazer depois em relação ao CS, eu realmente não sei. Gosto de fazer streams, ter contato com os fãs, mas não sei. Pode ser que a gente comece a dar muito bom, e ninguém queira parar mais e eu jogue mais cinco anos", finalizou.

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