Quando o infame "bug do coach" foi trazido à tona pelo cenário de Counter-Strike, ainda em agosto de 2020, Allan "Rejin" Petersen foi um dos primeiros treinadores que admitiram publicamente o abuso do exploit e, não por acaso, recebeu 10 meses de gancho.
Àquela altura, aliás, o dinamarquês era um dos principais técnicos do planeta, e vinha comandando a mousesports, com quem chegou a ser #2 no ranking mundial, na mais alta prateleira do cenário. Da noite para o dia, tudo desmoronou.
Na primeira onda de banimentos, Rejin estava entre os 37 treinadores punidos e por consequência acabou sendo cortado da mouz. Responsável pelas investigações, a ESIC até garantiu que mais banimentos estavam a caminho, mas até então não cumpriu com tal promessa.
"Tem muitos outros treinadores que não serão banidos por algum motivo. Não sei o porquê. Você teria de perguntar à ESIC. Honestamente, eu não sei. Para mim, os 37 que foram banidos inicialmente foram os que se acusaram primeiro", disse Rejin em recente entrevista ao portal Jaxon.gg.

Um exemplo disso, aliás, é o caso de Soham "valens" Chowdhury, que recentemente foi acusado de ter tirado proveito do bug enquanto comandava a Cloud9. O norte-americano, por sinal, compõe hoje a comissão técnica da Evil Geniuses.
"Se você olhar para o caso do valens... não quero julgar ninguém, mas me parece estranho ele ter diversos ocorridos sem ser pego. O que podemos fazer é presumir, já que a ESIC não falou mais nada sobre", lamentou o profissional de 34 anos.
Rejin, que segue suspenso das competições até o fim de maio, trabalhou mais recentemente com o time checo da Entropiq e, apesar de todos os pesares, assegura que é capaz de voltar aonde estava antes de todo aquele escândalo estourar:
"Eu gostaria de voltar aonde estava com a MOUZ, em algum momento. Não tenho pressa. Talvez tenha de dar alguns passos atrás antes de voltar lá. Eu sou um dos melhores treinadores do mundo, e qualquer um que diga o contrário não faz ideia do que está dizendo", pontou.
