Um ex-funcionário da Valve, chamado Chet Faliszek, publicou um vídeo no canal pessoal do YouTube respondendo algumas questões sobre o Counter-Strike. Entre os temas, Faliszek revelou que a empresa gostaria de ter melhorias de armas no jogo, mas a ideia foi recusada pela equipe de desenvolvedores.
"Essas pessoas são atletas. Elas treinam, treinam com suas armas. É como se tivessem sempre as mesmas ferramentas. Então, não se deve misturar as ferramentas, porque é com elas que treinam e praticam. A outra constatação foi que nunca faríamos um Counter-Strike melhor do que o próprio Counter-Strike. Só o Counter-Strike pode ser o Counter-Strike, e o Counter-Strike é o melhor Counter-Strike. Esse era o mantra que eu tentava disseminar na equipe. E eu não estava sozinho, tinha um monte de gente inteligente, gente muito talentosa. Era tipo: 'Podemos simplesmente entregar o Counter-Strike e, se entregarmos o melhor Counter-Strike, o Counter-Strike será bom.'"
Faliszek trabalhou na Valve de 2005 a 2017, sendo roteirista de Half-Life 2, os dois jogos Portal, Left 4 Dead, Team Fortress 2 e CS:GO. Ele revelou que o CS:GO foi construído com base nas opiniões dos jogadores profissionais e defendeu o CS2.
"Ido (Ido Magal, líder do projeto CS:GO) havia trabalhado no Counter-Strike: Source e, inicialmente, trouxe pessoas do Source para dar feedback e outras coisas, o que eu acho que deixou a comunidade do 1.6 um pouco irritada, mas fazia sentido, já que era a versão mais moderna. Uma das coisas que trouxe de volta para a equipe foi que conversei com pessoas do 1.6, conversei com os profissionais. Quer dizer, eu fui a todos os lugares. Fui a todos os eventos que estavam acontecendo."
"Se você olhar para a visão original do que o jogo poderia ser e para o que ele é agora, ele se desviou muito do caminho porque eles ouviram a comunidade e o feedback sobre o jogo. Eu sei que as pessoas ficam bravas e pensam: 'Ah, eles estragaram tudo agora', mas é uma progressão, certo? Você implementa algumas coisas e depois precisa corrigir outras."