O modelo de negócios dos clubes de esports e o futuro do cenário foi discutido por Wouter Sleijffers, ex-CEO da fnatic e da GIANTX. Em entrevista ao EsportNow, o executivo revelou que o Counter-Strike rendia mais dinheiro para a organização do que estar na franquia do League of Legends.
"A participação no sistema de parceria da ESL e os lucros com adesivos às vezes traziam mais benefícios aos clubes do que a participação na LEC (liga europeia das franquias)."
De acordo com Sleijffers, o Counter-Strike manteve um modelo comercial mais sólido graças ao seu ecossistema aberto, em que as equipes foram forçadas a construir um negócio viável ao invés de dependerem exclusivamente do apoio da desenvolvedora do jogo.
Além disso, o diretor acredita que a comunidade está cada vez mais ligada a personalidades do que organizações nos esportes eletrônicos. Isso justifica o fato de os clubes estarem investindo cada vez mais em criadores de conteúdo e streamers.
Atualmente, a fnatic possui equipes de League of Legends, VALORANT, Counter-Strike 2 e Rainbow Six. No FPS da Valve, inclusive, a organização tem um passado vencedor, sobretudo em 2015, quando dominaram o cenário com uma line-up sueca.