Em entrevista exclusiva à DRAFT5 após a derrota para a Cloud9 que colocou a FURIA nas quartas de final da IEM Rio 2023, André "drop" Abreu analisou o resultado do confronto, o desafio que aguarda pelos furiosos nos playoffs e a recente mudança na postura da equipe:
"Acredito que não muda nada saber quem iremos enfrentar. Vamos nos preparar da mesma forma que nos preparamos para a Cloud9, para a FaZe Clan, para a fnatic. Não nos importa muito estar do lado mais difícil ou mais fácil. Vamos entrar, fazer o nosso jogo e buscar o resultado", assegurou.
"Acredito que jogamos muito bem nos três mapas. Tivemos a chance de fechar a Inferno, vacilamos em muitos rounds. Na Ancient, nosso TR não encaixou tão bem. Tivemos o controle do mapa, sabíamos o que devíamos fazer, mas na hora de executar, estávamos executando errado, perdendo trocações individuais e no final do dia é isso que vale para você ganhar o round", ponderou.
Para o jovem atleta brasileiro, pesou também a exibição de gala do russo Sergey "Ax1Le" Rykhtorov na Ancient, mapa que decretou a vitória da Cloud9 na acirrada série: "Eles também tiveram o brilho individual por parte do Ax1Le na Ancient."
"Muitos rounds ele praticamente ganhou sozinho para os caras. Acredito que tenha sido isso. Vamos ter algum tempo para nos prepararmos e, se Deus quiser, se acabarmos encontrando eles de novo, faremos um jogo melhor", completou.
Questionado sobre a dificuldade da FURIA em enfrentar equipes oriundas da região CIS - isto é, de países como Rússia, Ucrânia e Cazaquistão -, drop reconheceu que o estilo de jogo mais metódico acaba anulando as bases do lado brasileiro:
"É exatamente isso. As equipes dessa região costumam jogar mais devagar, mais lento, punindo muito jogadas individuais, que são a base do nosso jogo, mas isso é uma coisa que estamos mudando no nosso jogo", explicou.
"Estamos jogando de forma mais cadenciada, tomando decisões melhores como time. Acredito que por isso tivemos hoje uma boa chance de ganhar deles", pontuou o atleta de 19 anos.
