Embora longe de qualquer favoritismo, a FURIA vai fazendo uma campanha convincente na Etapa das Lendas do PGL Major Stockholm 2021, tendo angariado duas vitórias - sobre MOUZ e Liquid - e uma derrota - diante da Astralis - até então.
E para falar mais sobre a caminhada da equipe em solo sueco até o presente momento, Andrei "arT" Piovezan concedeu entrevista à HLTV.org, detalhando a preparação de suas tropas para o Major e rasgando elogios a André "drop" Abreu:
"Nossa preparação foi intensa. Jogamos o RMR e logo após viajamos à Europa para treinarmos para o Major. Não jogamos nenhum campeonato, só nos preparamos. Nosso processo muda de tempos em tempos. Dessa vez, tentamos adaptar o drop ao time", destaca.
"Estamos tentando dar uma química ao time, algo que temos sentido falta pela troca de jogadores e posições. O drop é jovem, tentamos não colocar pressão nele. No lado CT, ele sempre tem alguém mais experiente ao seu lado para ajudar", assegura.
O capitão da formação brasileira não poupou adjetivos ao jovem atleta que vem se consolidando como a peça que faltava no quebra-cabeças furioso: "Do lado TR, ele faz mais um suporte, mas eu estou tentando fazer dele um entry ou trader porque a mira dele é muito boa", enaltece.

"Estamos tentando usar ele na linha de frente em mais mapas. Ele me surpreendeu positivamente. Eu não esperava essa consistência de um jovem jogador vindo do Brasil. É difícil de chegar em alto nível por lá porque você não treina contra as melhores. O drop aprendeu muito rápido, é inteligente está sempre evoluindo", elogia.
E mesmo com toda a pressão de ser o jogador mais jovem a representar o Brasil em um campeonato chancelado pela Valve, drop tem tirado a pressão de letra. Não por acaso, o atleta de 17 anos foi o grande destaque da FURIA no triunfo sobre a MOUZ.
"Eu esperava que ele se saísse um pouco pior nesse torneio, mas está sendo o contrário. Ele está sempre pra cima, motivando o time, parece ser muito experiente. É essa a impressão que se tem quando você ouve ele comunicando ou quando vê a tela dele", diz.
Sem poder contar com seu treinador Nicholas "guerri" Nogueira, que cumpre punição da ESIC, a FURIA vai utilizando dos préstimos do analista Marcos "tacitus" Castilho durante a disputa do PGL Major Stockholm 2021, fato que não parece prejudicar a equipe.
"O tacitus está nos ajudando muito com o lado tático. Ele é nosso analista, está sempre de olho no nosso jogo, o que é muito importante para nós, visto que o guerri não pode estar sempre analisando outros times, estratégias e jogadores", pondera.

arT ainda destaca a confiança da equipe em alcançar sua principal meta na competição de $2 milhões, os playoffs, embora admita que ainda há muito caminho pela frente: "Estamos confiantes para jogar o Major, mas não tão preparados", crava.
"Temos muito o que melhorar, há algumas brechas no nosso jogo e cometemos erros que não tivemos tempo para corrigirmos. Temos confiança de que podemos chegar aos playoffs, é a nossa principal meta. Ainda assim, sabemos que será difícil porque ainda não estamos no nosso melhor nível", ressalta.
Por fim, o capitão da FURIA ainda falou sobre a pressão que recai sobre sua equipe, a última das representantes 100% brasileiras, na competição de maior prestígio do cenário mundial de Counter-Strike, lamentando a queda precoce de seus compatriotas.
"É bom representar o Brasil, mas ao mesmo tempo é triste não ver outros times por aqui. Seria incrível para nosso país. Imagine outras duas equipes como paiN, GODSENT ou Sharks passando. Claro, estou feliz por representar o Brasil. Há muita pressão e responsabilidade nisso, mas estou tranquilo, apesar do hate", pontua.
Em busca da classificação para a Etapa dos Campeões, a FURIA volta à ação já nesta segunda-feira (1º), com adversária ainda a ser definida. Você pode manter-se inteirado acerca de tudo que acontece no Major de Estocolmo acessando nossa aba de Campeonatos.
