ESIC não tomará providências relacionadas a casos de stream-sniping
Comissão afirma que nova onda de banimentos teria um "impacto devastador" no cenário de Counter-Strike
por Lucas Benvegnú/2 de dezembro de 2020 - 21:00/Capa: Divulgação/ESIC
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A ESIC - Esports Integrity Commission - em português, Comissão de Integridade dos Esports, revelou na manhã desta quarta-feira (2) por meio de suas redes sociais que não tomará providências em relação aos antigos casos de stream-sniping investigados pela Comissão.

Stream-sniping, termo popularmente conhecido como "telar" e "dar ghost", é uma prática que consiste em acompanhar a transmissão de uma partida para obter informações sobre o time adversário e suas táticas, economia e diversos outros fatores.

Vale lembrar que a Comissão reguladora foi responsável por banir 37 treinadores de todo o planeta por conta daquele que ficou conhecido como "bug do coach", ainda em setembro. Na ocasião, nem mesmo os brasileiros Nicholas "guerri" Nogueira, da FURIA, Ricardo "dead" Sinigaglia, então do MIBR, e Alessando "Apoka" Marcucci escaparam das punições.

De acordo com a ESIC, não serão aplicadas punições nem para os times ou atletas envolvidos em casos de stream-sniping mesmo mediante a apresentação de evidências. O motivo seria muito simples: uma nova onda de banimentos teria um "impacto devastador" no cenário de Counter-Strike.

A absolvição dos culpados também se daria pela prática ter se tornado extremamente popular no ambiente online de disputas. Muitos dos casos também seriam "simplesmente impossíveis de provar", visto que a Comissão ainda concentra seus esforços na inquirição acerca do bug do coach.

Ainda de acordo com a Comissão, diversas recomendações foram feitas às suas parceiras - dentre as quais estão incluídas BLAST, ESL e DreamHack - incluindo o delay mínimo de três minutos nas transmissões, a ausência de informações durante paradas técnicas, armazenamento de gravações por pelo menos 90 dias e mais.

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