Em postagem no The Players Lobby, gla1ve revela passado no futebol e conta detalhes do início de carreira
Capitão da Astralis escreveu momentos marcantes e motivações do início de carreira
por Lucas Benvegnú/8 de abril de 2019 - 17:46/Capa: Foto: Helena Kristiansson/ESL
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Começando por seu momento com a hegemônica composição dinamarquesa da Astralis, o capitão gla1ve foi de certa forma técnico ao falar sobre como é manter a compostura do time:

"Meus jogadores tornam o trabalho muito fácil pra mim algumas vezes, mas eu preciso fazer as decisões, o time sempre vem antes do jogador. Se eu disser sim para todas as coisas, nossa estrutura vai abaixo."

"Vamos supor que o dupreeh quer ir no L, na Mirage. Não é algo simples do tipo "dupreeh, vai L". Eu tenho que saber como estamos, como um time, como reagiremos se ele levar alguém naquela posição. E se ele perder o confronto? Como o time reagirá? Em alto nível, não há tempo para ficar parado pensando em seu próximo passo."

Como muitos outros, gla1ve já tentou seguir seu sonho de estar entre os melhores em um esporte tradicional, freado por uma lesão no joelho. Com isso, gla1ve passou a se dedicar mais ao CS. Quando não estava jogando, estava assistindo:

"Eu joguei muito futebol americano quando era criança. Na escola, e em um dos melhores institutos da Dinamarca, em um time chamado Brøndby IF."

Eu sempre joguei video games, como a maioria das crianças em alguma parte de suas vidas, mas foi uma lesão no meu joelho que me fez jogar muito mais Counter-Strike do que eu costumava. Eu não sabia se eu poderia voltar a jogar futebol novamente, então eu precisava de algo para preencher aquela lacuna."

Não demorou muito para eu descobrir sobre os esports e o lado competitivo do Counter-Strike. Quando eu estava assistindo algo - futebol americano ou CS - eu estava tentando assistir os melhores do mundo."

Sempre que eu não estava jogando, eu estava assistindo. Se haviam bons times jogando, eu precisava assistir."

Falando sobre o início de carreira e a relação da família com o sonho dele de ser um jogador de CS, gla1ve contou um pouco sobre a primeira vez em que lucrou alto com o jogo:

"Eu nunca disse aos meus pais "Ei, eu quero ser um jogador profissional de Counter-Strike."

"Tem uma história um pouco engraçada sobre a primeira vez em que percebi que poderia ganhar alguma grana com o jogo. Eu classifiquei para o primeiro Major de CS:GO com a n!faculty, o que foi incrível. Isso também significava que a gente ia ganhar o dinheiro dos adesivos. Era algo como €25 mil, comparado ao nosso salário, que era aproximadamente de €250 por mês, naquela época."

"Eu não conseguia nem explicar pra minha família como eu tinha conseguido aquele dinheiro de repente. Eu gostaria de ver alguém tentando explicar que eles iriam ganhar milhares de dólares porque algumas pessoas compraram o adesivo deles em um jogo. Eles não entenderam aquilo, mas ficaram felizes por mim."

Voltando à Astralis, o In-Game Leader dinamarquês falou sobre o desafio em se firmar constantemente como a melhor equipe do mundo:

"Muitos dizem que é muito mais difícil manter-se no topo do que chegar lá. Eu concordo com isso. Como um time, somos muito bons em refletir sobre nossos pontos fortes e como eles se encaixam no meta atual."

"Talvez o mais importante é que fizemos a mesma coisa, mas com os outros times. Quais são os pontos fortes deles no meta, como podemos minimizar esses pontos positivos com nossa própria performance?"

Ao final da entrevista, gla1ve reafirmou o compromisso de dar sempre o seu melhor para manter a Astralis no topo:

"Vão ter rodadas, partidas e séries que nós perderemos. Mas eu sei que nós faremos de tudo para ter certeza de que estamos à frente de todos."

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