Krimbo aponta "falta de sorte" da BIG e diz: "Espero que 2023 seja melhor"

Equipe alemã foi forçada a atuar com stand-in em múltiplas ocasiões ao longo do ano

por Lucas Benvegnú / 21 de Nov de 2022 - 22:00 / Capa: Lucas Spricigo/DRAFT5

Ainda durante o IEM Rio Major 2022, Karim "Krimbo" Moussa conversou com a DRAFT5 acerca da campanha da equipe alemã em solo brasileiro, a qual culminou com a eliminação da BIG na Etapa das Lendas na quinta e decisiva rodada:

"A torcida estava insana, você sentia eles pegando no seu pé, o palco tremia um pouco. Você pode perder para a torcida quando está desligado", disse o alemão, que viveu em solo carioca a segunda experiência da carreira frente ao público.

Krimbo, no entanto, não acredita que a pressão da torcida brasileira fez uma enorme diferença em momentos cruciais como no duelo onde a FURIA bateu a BIG para avançar aos playoffs da competição de $1.25 milhão:

"Nós não conseguimos encaixar as balas, o arT e o yuurih tiveram uma partida insana. Você pode jogar do jeito que for, um headshot é um headshot e nada mais importa. Foi minha segunda experiência no palco, eu joguei uma partida contra a Cloud9 no palco em Dallas neste ano."

"Foi incrível, o primeiro jogo contra a FURIA, onde demos um comeback do 15 a 8 para o 15 a 15, e no fim das contas vencemos o jogo, foi realmente incrível, mas na partida MD3 pela classificação, sentimos mais a torcida. Eles estavam mais empolgados, foi insano, todos estavam com as luzes ligadas."

"Você geralmente não vê isso quando está jogando, está com aquela visão de túnel, mas no freeze time, em um pause técnico, você olha para os lados e você vê a torcida, foi incrível. Acho que todos os lugares estavam ocupados, todos torcendo pela FURIA. Talvez tenha uma porcentagem da torcida para não termos encaixado nesses jogos, mas no geral, é culpa nossa", reconheceu.

BIG foi forçada a atuar com stand-ins durante boa parte da temporada | Foto: Lucas Spricigo/DRAFT5BIG foi forçada a atuar com stand-ins durante boa parte da temporada | Foto: Lucas Spricigo/DRAFT5
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Apesar da ausência de Josef "faveN" Baumann no IEM Rio Major 2022, onde Elias "s1n" Stein, cria da base da BIG novamente atuou pelo clube, Krimbo tenta tirar o melhor de tal situação e ver a evolução da maior parte da equipe:

"O principal é que nos desenvolvemos como quarteto. Eu, syrsoN, k1to e tabseN sempre estamos evoluindo juntos com o gob b. Nós quatro estamos nos desenvolvendo muito bem. Quando o s1n chegou, todos ficaram um pouco mais motivados, é sempre assim. Quando você tem um novo jogador, todos sabem que precisamos trabalhar mais para alcançar as metas", explicou.

Krimbo, todavia, tem a esperança de que o próximo ano seja um pouco mais gentil com a BIG: "Espero que seja melhor em 2023, que tenhamos mais tempo para nos preparar, mais tempo para conversar, ver as nossas demos, coisas do tipo. Ter um time que diremos: 'ok, vamos jogar com esse elenco a partir de agora'. Eu já estive doente, o faveN ficou doente três vezes esse ano, jogamos três campeonatos com stand-in, eu tive covid esse ano. Nesse ano nos faltou sorte por vezes, mas tenho certeza que tiramos o melhor disso tudo", pontuou.

A falta de sorte, todavia, perseguiu a BIG naquele que parece ter sido o último compromisso da equipe no ano, visto que Florian "syrsoN" Rische testou positivo para a covid-19 e ficou de fora da Elisa Masters Espoo 2022, onde os alemães acabaram ficando com o vice-campeonato.