DRAFT5

Em exclusiva, cogu fala sobre voltar a vestir a camisa do MIBR, a importância dos analistas e o desejo de uma line-up com seis jogadores

O treinador do MIBR falou sobre os primeiros dois meses como treinador do MIBR e os planos para 2021

por Pietro Santiago / 17 de dez de 2020 - 11:40 / Capa: Divulgação/MIBR
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O MIBR terminou 2020 sem conseguir quebrar o jejum de dois anos e quatro meses sem títulos, mas deu importantes passos nos últimos dois meses ao reconquistar a confiança da torcida e bater de frente contra as principais organizações do cenário competitivo. Um dos nomes responsáveis pela retomada brasileira é Raphael "cogu" Camargo.

A lenda do CS 1.6, onde conquistou o primeiro mundial do Brasil com a própria tag do Made in Brazil, voltou para casa depois de oito anos, mas dessa vez no cargo de treinador. Em entrevista exclusiva à DRAFT5, cogu falou sobre como foi retornar ao MIBR, a importância dos analistas neste período, os planos para 2021 e até deixou uma mensagem para a torcida.

O novo capítulo da história entre MIBR e cogu começou em outubro ao ser convocado para a função de coach e manager do time nos últimos torneios do ano. No entanto, a decisão não foi fácil, afinal cogu teve que deixar uma filha de quatro meses em casa e abandonar as streams por causa da paixão pelo MIBR.

Deixei muito para estar aqui, não é segredo para ninguém. Estava em um momento de streams muito bom, havia trocado recentemente de plataforma, onde o projeto é muito interessante. Quis voltar para o MIBR pois senti que precisava ajudar de alguma forma essa equipe que tanto amo. Deixar filha e esposa nessa fase é realmente muito difícil, porém creio que é apenas o começo de uma era vitoriosa.

Além do cargo de treinador, cogu teve que cumprir a função de manager ao mesmo tempo. O ex-jogador classificou a adaptação como “intensa”, porque tinha que ajudar com as táticas, construir a química da equipe e também resolver as coisas fora do servidor. 

Apesar do trabalho bem feito, cogu quer empenhar todas suas forças como treinador em 2021. “Esse é meu desejo. Focar na função de coach, trazer ainda mais minha experiência para dentro do servidor, ajudando os players em todas suas obrigações e funções”.

Foto por: Reprodução/Youtube

ANALISTAS E CS GRITARIA


Se tem uma coisa que não faltou no “novo” MIBR foi sinergia. A equipe apresentou desempenho e resultados expressivos em pouco tempo. De acordo com cogu, um dos pontos que influenciaram nisso foi a relação criada quando estavam ainda no Brasil, culminando diretamente dentro do servidor.

"Mostramos do que somos capazes, tivemos resultados vitoriosos contra grandes equipes que estão juntas há anos. Deixamos nossa marca e fizemos eles suarem muito. Este é só o começo.

Outro ponto abordado foi em relação ao “CS gritaria” que o time apresentou em quase todas as partidas que disputaram. O elemento raiz das lan houses aliado com a música na caixa de som e juliet criou um hype em volta do time que, de acordo com cogu, ajudou a suprir a falta de tempo.

O CS gritaria é a essência do CS Brasileiro e trouxemos isso para perto novamente. Tínhamos dentro da line diversos tipos de perfis, por exemplo, KNG, Leo e Lucas são mais gritaria, enquanto TRK e v$m são mais contidos, o que equilibra a balança.

Foto por: Divulgação/MIBR


Entretanto, o cenário profissional hoje em dia não funciona apenas na base de quem grita mais alto. Por conta disso, o MIBR contratou uma equipe de analistas para auxiliar o time nos torneios da BLAST Premier e também na Flashpoint.

Ter uma comissão com analistas, trazendo o máximo de informações para nós é algo primordial no meta atual. Muitas vezes estamos tão focados, que algumas brechas dos adversários passam batido, e essa equipe consegue nos munir de todas essas informações”, ressaltou cogu.

SEXTO PLAYER E TORCIDA


A line-up de seis jogadores já é quase uma realidade para todas as organizações, visto que Vitality e Natus Vincere constantemente trocam de jogadores durante uma série MD3. cogu, sem saber ainda se continuará para o ano que vem, revelou estar atento a essa possibilidade e pretende ter o quinteto de volta.

Caso tudo dê certo para minha permanência como coach no próximo ano, gostaria de contar com a maior quantidade de jogadores possível em relação a equipe que terminou a temporada. Meu desejo é termos uma equipe com seis jogadores para podermos disputar todos os campeonatos, revezarmos se necessário.

O cogu cumpriu com a palavra e manteve uma relação muito próxima com a torcida, atualizando quase diariamente a rotina do time na Sérvia. O treinador do MIBR classificou os fãs como fundamental e contou que a motivação para essa transparência é retribuir o apoio incondicional da torcida.

O suporte deles é uma coisa que faz toda a diferença na hora dos jogos, apesar de estarmos online muitas vezes. Nossa fan base é a melhor do mundo, queremos dar resultados a altura deles. Não é qualquer time que consegue reunir 300 mil pessoas assistindo, são números surpreendentes. A força que isso traz para nós é indescritível, o brasileirinho é diferenciado.

Por fim, a reportagem abriu um espaço para cogu deixar uma mensagem para a torcida. Só um spoiler: o comandante mandou se prepararem para 2021.

A torcida pode esperar um time com garra, com foco, conectados com o mesmo objetivo. Não queremos vitórias isoladas, queremos sequência, queremos títulos. Você aí, brasileirinho, apaixonado pelo MIBR, se prepare para 2021. Será um ano que traremos muitas alegrias e troféus."
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