Após alteração da fórmula de cálculo nos rankings mundiais da ESL na última terça-feira (23), Luis "peacemaker" Tadeu criticou a porcentagem do multiplicador de pontos para a região da América do Norte. Entretanto, em vídeo publicado na noite de terça, o analista revelou conversa com juíz da ESL que mudou seu posicionamento.
Em publicação no X (antigo Twitter), peacemaker criticou que a região NA tivesse um multiplicador de 20%, enquanto a América do Sul (SA) ficava com 14%. Michau Slowinski, juiz da ESL, contatou peacemaker e explicou o porquê dos multiplicadores.
"O multiplicado é maior no NA, mas isso é porque eles possuem menos oportunidades. Nós calculamos isso para atingir a paridade entre regiões, então os multiplicadores não podem ser idênticos. A razão é que nos últimos seis meses, tiveram mais oportunidades de conseguir pontos no SA do que no NA", apontou Michau em contato com o brasileiro.
O analista aproveitou o vídeo para retificar a sua postagem inicial e criticar uma entrevista cedida por Alexandre “kakaveL” Peres à Dust2 Brasil. Na ocasião, o sócio da LOS explicou a opção de manter o time no cenário NA e disse não fazer sentido ter um time no Brasil.
"Porque eu acho extremamente infeliz essa frase do kakaveL no início do ano, é justamente porque isso afasta as empresas, afasta as organizações. Cria uma sensação de que realmente o Brasil não existe. Para quem é leigo e não entende, acha que isso é verdade, isso não é verdade. A nossa região está crescendo."
Peacemaker opina que o pensamento de kakaveL vai contra o que ele se esforça para trazer em seu canal. Segundo o analista, parte dos problemas do cenário seriam resolvidos com uma maior integração entre as organizações.
"O que falta para a nossa região crescer ainda mais é as pessoas se unirem, as equipes se unirem, nós nos unirmos e lutarmos por condições melhores. Enquanto a gente não fizer isso, enquanto a gente não fizer barulho, enquanto a gente não reclamar que a nossa região é tão boa quanto o NA, que estamos evoluindo, que temos organizações, que temos equipes, que temos jogadores talentosos."
Ele finaliza ao afirmar que a região já se provou e que precisa mostrar que possui uma audiência grande para as organizadoras: "Se a gente realmente se valorizar, isso tende a fazer com que as grandes empresas enxerguem isso."