electroNic admite ter exigido demais na Virtus.pro e diz que não repetiria postura com ICY
Hoje no banco da BC.Game, russo também falou sobre s1mple e o futuro
por Matheus Welter/24 de outubro de 2026 - 10:30/Capa: Helena Kristiansson/ESL
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O russo Denis “electroNic” Sharipov revisitou a passagem pela Virtus.pro e afirmou que não agiria da mesma forma hoje no episódio em que repreendeu Kaisar “ICY” Faiznurov durante uma partida em 2025. A fala foi dada em entrevista nesta sexta-feira (23), no 1win Private Club Season 2, onde ele participou de uma transmissão em russo enquanto está no banco da BC.Game.

Sobre o momento com ICY, durante a PGL Masters Bucharest 2025, ele disse que o problema foi exigir demais:

“Um jogador não consegue simplesmente pular acima da própria cabeça. Percebi que, às vezes, as pessoas não têm tempo de tomar decisões e processá-las como eu, talvez por inexperiência.”

electroNic explicou que a Virtus.pro foi a primeira experiência em que teve dois jogadores muito jovens e precisou ensiná-los. “Minhas ambições eram altas demais, por isso provavelmente me comportei assim”, disse.

Ele acrescentou que hoje vê a postura como inadequada, porque pode afetar o jogador no momento e até a relação fora do jogo. “Se eu tivesse naquela época a experiência que tenho agora, definitivamente não teria me comportado assim”, afirmou.

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electronic ficou um ano e seis meses na organização russa | Foto: Divulgação/Virtus.pro

Sobre o balanço da última temporada na BC.Game, o jogador disse que a impressão é “meia-boca”, porque “nem tudo saiu como queríamos”, mas que a experiência servirá de lição. Entre os aprendizados, citou a necessidade de saber dizer “não” e defender o próprio ponto de vista.

Ao comentar o reencontro com o ucraniano Oleksandr “s1mple” Kostyliev, com quem jogou na Natus Vincere, electroNic disse que o astro “definitivamente trabalhou em si mesmo, no lado mental”. Para ele, s1mple está “ainda mais perigoso” em termos de jogo e menos afetado por erros da equipe do que antes.

O russo evitou comentar a chegada de asap à BC.Game, que tomou sua vaga e permitiu a troca para o ranking asiático. “Não vou falar”, disse, sugerindo que a pergunta seja feita ao time. Ele também não quis avaliar a adaptação dos novos jogadores.

Sobre o futuro, electroNic afirmou que não pretende parar e que antes do Major não faz sentido ter pressa. “Depois do Major, o mercado ficará mais claro. E aí começarei a pensar em alguma coisa”, disse. Ele revelou que já houve conversas e propostas de algumas equipes, mas nada se concretizou.

Questionado sobre as preferências, ele afirmou que times internacionais não são problema, pois já passou pela experiência, mas que prioriza falar o próprio idioma. “Eu escolheria o russo como prioridade, mas, se houver opções em inglês, por que não tentar?”, afirmou.

O rifler disse ainda que a função em jogo importa pouco, que pode atuar como jogador ou capitão e que já passou por quase todos os papéis, exceto o de AWPer. Sobre a possibilidade de esperar um convite de um time do top 5, foi realista: “Provavelmente não estou em posição de contar com isso. Vamos com as propostas que surgirem”, disse.

Ele também não descartou participar de transmissões de outros torneios antes do fim do ano, inclusive do Major de Singapura. “Se surgir a oportunidade e não houver time, por que não? É sempre experiência”, ponderou.

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