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ELEAGUE Major Boston 2018: Legends – O que será da BIG sem o BUG?
Depois do PGL Krakow a equipe não repetiu as atuações e afundou em péssimos resultados
por Cristino 'cac0' Melo/9 de janeiro de 2018 - 12:26/Capa:
Formada por ex-jogadores da inexpressiva NRG, os alemães da BIG disputaram três qualificatórios para chegar ao PGL Major Kraków 2017. Nele fizeram história ao passar de fase invictos, derrubando FaZe Clan, Cloud9 e SK Gaming. Apesar da eliminação logo nas quartas de final, marcaram seu nome no Major se tornando Legends. Será que conseguem novamente bagunçar o cenário se mantendo no status? Alemanha Fatih "gob b" Dayik País não encontrado Nikola "LEGIJA" Ninic Alemanha Johannes "tabseN" Wodarz Alemanha Johannes "nex" Maget Alemanha Kevin "keev" Bartholomäus

Do polêmico pulo à queda para Immortals

Desconhecida, a BIG chegou ao PGL Major Kraków cotada para ser eliminada com nenhuma vitória, mas foi o contrário. Logo na abertura assustaram a FaZe Clan, com uma vitória por 16 a 8. Porém, nessa partida outra coisa chamou atenção. Jogando no mapa da Inferno, eles se aproveitaram que o mapa continha uma falha em várias regiões, onde eles pulavam e viam o adversário, enquanto o contrário não acontecia, ganhando uma grande vantagem. Veja abaixo:
Mesmo após esse acontecimento e toda a repercussão, os jogadores não mudaram a postura e continuaram usando o BUG. A curiosidade fica por conta dos vetos nas outras duas partidas na primeira fase. Ambos os jogos foram disputados na Inferno, venceu a Cloud9 por 16 a 11 e SK Gaming por 16 a 14. Com todos os holofotes apontados para eles foram as quartas de final contra a Immortals. Chegaram a sair na frente, mas sofreram uma virada impressionante contra os brasileiros que chegaram a decisão do torneio. Mesmo sendo derrotados precocemente na fase final, a expectativa para ver a BIG em outros torneios era altíssima. Não só da comunidade, mas também de uma grande legião de fãs que criou, principalmente do cenário alemão.
Vários fãs criaram relação com a BIG e esperavam ve-lá mais vezes em grandes torneios (Foto: Divulgação/PGLesports)

Queda de rendimento e desaparecimento do cenário

Apesar da surpreendente campanha, os resultados esperados em outros campeonatos não vieram. Alguns convites começaram a aparecer para a disputa de qualificatórios de grandes torneios. Foi para a ESL One: New York e ELEAGUE Premier. Não conseguiu classificação em nenhum dos dois, sendo no segundo eliminado para a desconhecida Tricked Esport. Além desses, disputou qualifiers para a EPICENTER, Intel Extreme Masters e WESG. Tendo sucesso apenas na última, conquistando a vaga para o evento principal que acontece em março. A vaga veio com a terceira colocação no grupo B da seletiva regional, atrás dos espanhóis da Wololos e dos turcos da Space Soldiers. De grandes campeonatos participou da ESG Tour em Mykonos na Grécia e duas DreamHack Open: uma em Denver, nos Estados Unidos e a Winter em Jönköping na Suécia. A melhor participação foi em solo americano. Avançaram até a final, onde enfrentaram a Cloud9. Porém essa final foi diferente do mundial. Os donos da casa não deram chances para os alemães e fecharam em dois mapas a zero. Para completar o segundo semestre desastroso, a BIG foi rebaixado na ESL Pro League. Ficou na última colocação do campeonato, com apenas nove vitórias em 26 partidas. Na próxima temporada disputará a ESEA Premier.
Nenhuma das tentativas de jogadas da BIG davam certos, para desespero de LEGIJA (Foto: Divulgação/HLTV.org)

Será que a BIG tem algo mais que o BUG?

Após o Major, os alemães chegaram a ocupar a décima colocação do ranking da HLTV.org, mas ao longo do semestre caiu e hoje está apenas em 22º. Mas vale lembrar que antes do PGL Major a BIG ocupava a 17ª colocação do ranking. Após o Major, a equipe estagnou e não mostrou evolução. Foram 89 mapas disputados com apenas 36 vitórias, 40% de aproveitamento. Curiosamente, depois de Krakow, a BIG deixou de lado o mapa da Inferno. Jogou ela apenas três vezes e perdeu as três. O melhor mapa da equipe tem sido a Cobblestone, vencendo 52.9%. Preocupante é a situação com os outros mapas que ficam com aproveitamento abaixo de 50%. Além disso, sempre vetam a Nuke.
kakafu terá trabalho para consertar a BIG para o mundial (Foto: HLTV.org)
Para o campeonato vão depender muito das boas atuações de tabseN. O jogador terminou o ano com um bom rating de 1.12 e responsável por várias boas jogadas da equipe. Já no mundial, o rifler havia mostrado uma pontaria afiada. Foi o terceiro com maior rating da competição, atrás apenas de Aleksandr "s1mple" Kostyliev e Marcelo "coldzera" David.
Com todas essas informações é possível dizer que a chance da BIG voltar a ter sucesso num torneio desse nível são pequenas. A utilização do BUG foi um fator primordial para suas conquistas e desde a correção da Valve não foi mais possível fazer isso. Então a BIG é uma das favoritas para ser eliminada ainda na fase de grupos da competição.
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