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ELEAGUE Major Boston 2018: Legends – Chegou a vez da North ser a surpresa?

Depois de bater na trave em torneios de grande porte, será essa a hora da North se mostrar num major?

por / 10 de jan de 2018 - 12:45
A regular equipe da North pode ganhar um Major? Desde que ganharam a EPICENTER 2016 e vem constantemente fazendo boas campanhas em vários grandes torneios é esperado o algo a mais, a chegada ao auge. Duas eliminações consecutivas em quartas de final de Major não foi aceita pelos próprios jogadores e mudanças na line-up aconteceu. Outro ponto é ver os seus conterrâneos da Astralis tendo mais sucesso. Será que a ELEAGUE Major Boston 2018 será o da North?

DK Mathias "MSL" Lauridsen
DK Kristian "k0nfig" Wienecke
DK René "cajunb" Borg
DK Philip "aizy" Aistrup
DK Valdemar "valde" Bjørn Vangså

Falhas na hora decisiva e mudança na line-up


No PGL Major Kraków, a North chegou com boas expectativas de disputar até uma final, dependendo do chaveamento. Fizeram uma excelente primeira fase, perdendo apenas na partida de estreia e passando por adversários fortes, como mousesports e Virtus.pro. Na fase final enfrentaram novamente os poloneses e a experiência pesou. Acabaram sendo eliminados por dois mapas a zero da competição. Caindo fora da mesma forma que outros torneios a equipe resolveu mudar e colocou Emil "Magisk" Reif na reserva.

Magisk nunca foi apontado externamente como responsável por falhas em partidas decisivas da equipe, mas acabou sendo tirado (Foto: HLTV.org)


Pouco antes de começar as competições, a North anunciou a contratação de Valdemar "valde" Bjørn. O rifler vinha fazendo uma boa temporada na Heroic.

Mudança gera resultados


Logo depois da chegada de valde a equipe mostrou um bom entendimento e os resultados vieram. Na DreamHack Masters, em Malmö na Suécia passou em primeiro no grupo com SK Gaming e Cloud9, depois eliminou os vice e campeões do Major na sequência para chegar a decisão contra a G2. Porém pararam num "KennyS" muito inspirado e ficaram com o vice-campeonato.

Após a ida pra a Suécia, os dinamarqueses desembarcaram no Canadá para DreamHack Open. E desta vez não deixaram o título escapar. Sem perder um mapa, foram campeões numa tranquila decisão contra uma conturbada Immortals.

Demorou pouco mais de um mês para a nova line-up conquistar um título (Foto: Jennika Ojala/DreamHack)


Não disputando uma série de torneios, ficou mais de um mês só com campeonatos online, como a segunda divisão da ECS, a ESL Pro League e o qualificatório para a Intel Extreme Masters. Somente na segunda quinzena de outubro voltou a disputar jogos presenciais quando foi a Atlanta para a fase final da ELEAGUE Premier. Depois de passar por um grupo difícil, com Fnatic, Immortals e mousesports, enfrentou a Heroic nas quartas de final. Fazendo muito bem o lado contra-terrorista nos dois mapas, eliminou os conterrâneos por dois a zero. Na fase seguinte, acabou sendo eliminada para a FaZe Clan que vivia um grande momento a época e acabaria campeã da competição.

Depois foram até a Rússia defender o título da EPICENTER (que conquistaram ainda com a tag de Dignitas). Mas na competição não foram bem num grupo difícil com G2 e Astralis, deixando o torneio.

Chegando ao final da temporada ainda disputaram mais dois torneios. O primeiro foi a BLAST Pro Series, que a North jogou em casa. Um torneio com seis equipes por pontos corridos e os dois primeiros faziam a final. Os dinamarqueses ficaram em quarto, fazendo a disputa de terceiro lugar com o terceiro colocado da fase de grupos FaZe Clan. A novidade que esse torneio trouxe foi a disputa de 1 vs. 1 para definir a medalha de bronze. Os donos da casa perderam por três a dois e ficaram com o quarto lugar.

No último torneio do ano, a pior participação da North. Na ESL Pro League, também realizada na Dinamarca, a equipe ficou em último lugar no grupo B, com apenas uma vitória em cinco partidas, acabou ficando também em último no campeonato, fechando o ano de 2017 em baixa.

Como a North chega para o Major?


Os dinamarqueses chegaram a ocupar a terceira colocação do ranking da HLTV.org após o bom mês de setembro, mas por conta da não chegada em decisões e de outras equipes em forte crescente, como FaZe Clan e Astralis, caiu para o nono lugar. Apesar disso, nunca saiu do top10 e tem muito respeito das outras equipes. Com essa formação, a North jogou 83 mapas, com 48 vitórias, 2 empates e 33 derrotas. É 57% de aproveitamento, sempre lembrando que eles disputaram poucos torneios com equipes de segundo escalão mundial, sempre disputando competições com top20 mundial, portanto, um bom desempenho.

O map pool dos nórdicos tem três mapas de bastante segurança: Cobblestone, Train e Overpass. Todos com mais de 65% de vitórias. O forte da North nesses mapas é o lado contra-terrorista. É um time com bom posicionamento, que qualquer falha adversária é punida. E não basta fazer jogadas ensaiadas, pois eles tem anti-táticos.


Jogada 1: Aqui, a GODSENT prepara um jogo de granadas para invadir o bombsite A. Percebendo isso, a North já se posiciona para defender o bomb e com um jogador observando cada entrada e MSL de coringa na geladeira, podendo olhar mais de uma posição. Quando o adversário entra é facilmente visto e abatido.




Jogada 2: Nesta jogada, cajunb avança no fundo e os adversários acreditam que tenha mais algum jogador com ele para cobertura e tentam invadir o meio sendo surpreendidos por MSL. Buscando a vingança, outros jogadores sobem pela ligação, eliminam MSL mas são surpreendidos por aizy, que já está ali para dá cobertura a seu companheiro.


Em termos de jogadores a equipe é muito equilibrada e todos tiveram um desempenho parecido nesses últimos seis meses. O destaque ainda é Kristian "k0nfig" Wienecke, MVP do maior campeonato que a equipe já ganhou (EPICENTER 2016) e MVP também da DreamHack Open Montreal. E fechou o ano na 14ª colocação do top20 players da HLTV.org. Um jogador versátil de movimentação ágil e rápida percepção, fundamental tanto ofensivamente quanto defensivamente.


Até onde a North pode chegar em Boston?


Os dinamarqueses sempre são adversários difíceis para qualquer equipe, porém o histórico de não estar preparados emocionalmente para decisões tem pesado nos últimos majors. É fundamental eles adquirirem o sangue frio se quiserem ir além, pois legends já são.

Lembrando que o ELEAGUE Major Boston 2018 começa já no dia 12 de janeiro com a fase dos Challengers. A North e todos os outros legends só começam a jogar a partir do dia 19 com a fase principal da competição.

Foto capa: PGL
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