"Elas são minha família": bokor se emociona com trajetória da Atrix no Rainhas do Clutch 2026

Capitã da Atrix levou elenco brasileiro rumo ao top 4 no Rainhas do Clutch, o mundial inclusivo de CS2

por / 26 de jun de 2026 - 21:30 / Capa: Foto: Stephanie Lindgren/ESL

Gabriela "bokor" Bokor se emocionou após conquistar o quarto lugar no Rainhas do Clutch FERJEE 2026. A capitã da Atrix relembrou a trajetória que a levou junto de suas companheiras rumo à fase final do torneio mundial de CS inclusivo e falou sobre a importância de persistir lutando por um objetivo.

Apesar da derrota sofrida para a Clutchain Fe nesta sexta-feira (26) e a consequente perda da medalha de bronze, bokor se mostrou orgulhosa do trabalho feito pela equipe brasileira na competição e se emocionou ao falar sobre a caminhada até aqui.

"Eu vou me emocionar, porque a Atrix é minha família. A gente criou tudo pela nossa vontade de jogar juntas e começou tudo comigo com a LyttleZ querendo jogar juntas e criar um time com um ambiente acolhedor e que acreditasse no processo ao longo prazo mesmo. Então, hoje eu vendo que a gente tá top quatro do mundo, para mim já é uma conquista. Eu já saio daqui feliz" — Pontuou.

Foto: Stephanie Lindgren/ESL

PRÓXIMOS PASSOS NO INCLUSIVO

Como tem sido de praxe entre as players, bokor não poupou críticas em relação à situação precária em que se encontra o cenário inclusivo de Counter-Strike ao redor do mundo. A capitã da Atrix foi direta e diz que "Isso parte muito também da Valve. Eu acho que não se cria um ambiente acolhedor para [!pessoas!] não homens. Então, qualquer minoria que você for, você vai sofrer dentro do CS".

Esta, inclusive, é a razão pela qual bokor acredita haver falta de patrocínios e campeonatos. Em sua visão, a solução para evitar um desastre ainda maior neste sentido, será entrar para o cenário misto e provar que merecem mais espaço.

"Eu acho que é mostrar que a gente realmente é interessante de se assistir, que a gente gera muito entretenimento também, eque é muito legal acompanhar todos os times e toda a trajetória de todo mundo. FURIA, MIBR, a gente, enfim, queria muito que eu pudesse falar outros nomes de outras orgs aqui, mas, infelizmente, estamos na situação que estamos. Eu acho que o caminho vai ser jogar no cenário misto e ir conquistando aos pouquinhos os nosso espaço. Porque se não derem pra gente, a gente vai ter que tomar" — Completou.

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