dupreeh exalta "atmosfera incrível" do Major do Rio e admite: "Você sente a pressão"
Dinamarquês ainda refletiu sobre aposentadoria, fraco início na competição e possível favoritismo ao título
por Lucas Benvegnú/2 de novembro de 2022 - 19:19/Capa: Helena Kristiansson/ESL
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Em entrevista concedida à DRAFT5 instantes após o triunfo sobre a Grayhound que manteve a Vitality viva no IEM Rio Major 2022, Peter "dupreeh" Rasmussen falou acerca da atmosfera criada pelo público brasileiro, o início em marcha lenta na competição e o suposto favoritismo de sua equipe.

"Eu adoro jogar Majors. É o campeonato que se destaca mais. A torcida aqui é excelente. Por mais que estejamos jogando contra um time brasileiro e eles estejam torcendo contra nós, obviamente, sempre que houver um bom Counter-Strike eles estarão aqui torcendo pelo time que mais gostam. É algo legal de se ver: eles não estão aqui apenas pelo CS:GO brasileiro, eles estão aqui pelo Counter-Strike em geral. Eles estão criando uma atmosfera incrível.", disse o dinamarquês.

Embora tenha jogado contra a Imperial na estreia em solo carioca, dupreeh e seus companheiros tiveram a chance de receberem todo o carinho do público no duelo diante da Grayhound, onde contaram com amplo favoritisimo para sobreviverem no torneio:

"Eu já vivi as duas coisas na minha carreira: ter a torcida contra e a torcida ao meu favor. Lembro de jogar contra o MIBR na BLAST Pro Series São Paulo, quando eu estava na Astralis. Foi uma experiência ímpar. Foi assim aqui também. É realmente muito bom. Não é que eles estejam torcendo contra nós, mas sim torcendo pelo oponente. Cria uma atmosfera incrível. Você sente a pressão. Quando você não está ganhando e eles estão em um bom momento, pode ser difícil de jogar", admitiu.

Perguntado acerca da possibilidade de encerrar uma das mais vitoriosas carreiras da história do Counter-Strike no próximo ano, dupreeh garante que sequer pensou em tal possibilidade até então, mas reconhece que saberá a hora de parar:

"Honestamente, ainda não pensei muito nisso. A minha meta é continuar até onde eu puder. Quando for a hora certa, creio que saberei. Não quero pensar muito nisso, só aproveitar o momento. Sei que, obviamente, não tenho mais dez anos de carreira, talvez nem cinco, mas quero aproveitar esses anos que ainda tenho de carreira."

Acerca do fraco começo da Vitality em solo tupiniquim, onde a equipe desbancou a Imperial na estreia, mas foi relegada às partidas eliminatórias com revéses diante de GamerLegion e Outsiders, dupreeh disse ver melhora em relação às primeiras partidas, mas ainda existe muito trabalho a ser feito:

"Muitas coisas deram errado, mentalmente falando. Começamos muito bem contra a Imperial. Por mais que fosse o time da casa, que é sempre difícil de enfrentar, mas por algum motivo foi o jogo onde estivemos mais confortáveis. Até começamos bem contra a GamerLegion, mas dormimos no ponto. Já contra a Outsiders, erramos muito, foi uma enorme bagunça", lamentou.

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dupreeh ainda não vê Vitality como favorita ao título em solo brasileiro | Foto: Helena Kristiansson/ESL

"Tivemos uma boa conversa antes desse jogo (vs. Grayhound). Não importa quem enfrentamos, porque sabíamos que se jogássemos como ontem, perderíamos para qualquer um. Foi bom sentir que melhoramos", explicou.

dupreeh, aliás, reconhece que se não fosse pelo milagroso clutch 1v3 vencido por Mathieu "ZywOo" Herbaut diante dos imperadores, as chances de uma remontada brasileira não era tão remota:

"Existiam grandes chances (do comeback). Foi um clutch muito importante. Era uma situação na qual sequer deveríamos estar, devíamos ter jogado o round de uma forma muito melhor. Estávamos sentindo a pressão chegando", admitiu o tetracampeão de Major.

"Ele, por fim, não se empolga com o fraco início de competição para a Vitality, destacando que, caso a equipe queira brigar pero título, muito precisará ser ajustado: "Neste momento, não (nos vejo como favoritos). Não creio que estamos jogando da forma que queremos. Espero que este jogo seja o estopim para começarmos a jogar melhor. Foi muito melhor hoje, mas ainda temos um longo caminho pela frente", pontuou.

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