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Dia do Trabalho: Conheça 6 profissões que fazem parte do mundo do Counter-Strike

No Dia do Trabalho, a DRAFT5 resolveu homenagear algumas das profissões que fazem o CS:GO funcionar

Dia do Trabalho: Conheça 6 profissões que fazem parte do mundo do Counter-StrikeFoto por: Arte por DRAFT5
Jogador, treinador, narrador, social media, fotógrafo e jornalista são algumas das profissões responsáveis por fazer o Counter-Strike: Global Offensive funcionar. E nesse 1º de maio, no qual se comemora o Dia do Trabalho no Brasil e em outros países, a DRAFT5 falará um pouco mais dessas funções a partir de relatos dados pelos próprios profissionais sobre como é trabalhar junto ao FPS da Valve.

ATLETAS: OS PRINCIPAIS PERSONAGENS

Assim como em qualquer outro esporte, as pessoas que competem a nível profissional são as estrelas do Counter-Strike. Para a integrante da equipe feminina da FURIA, Gabriela "GaBi" Maldonado, atualmente, "o maior desafio das jogadoras é ingressar no cenário porque ele é pequeno. Não existem muitos times e às vezes pode ser difícil".

"Os melhores times femininos conseguem treinar contra os principais por eles serem mais reconhecidos e terem mais tempo no cenário. Já os times menores, muitas vezes não conseguem treinar contra os 'melhores' por  não serem tão reconhecido. Isso acontece tanto no cenário feminino quanto no masculino, mas é claro que sempre tem aqueles que não gostam de treinar contra mulheres", completa.

alt GaBi ainda na época de paiN | Foto: Rafael Veiga / DRAFT5


Ao falar sobre a rotina que leva como atleta, GaBi conta que "dentro do CS, sempre antes de jogar, eu costumo jogar DM e aim botz pra chegar mais quente nos jogos. Depois dos treinos, gosto de ver demo/povs pra conseguir evoluir cada dia mais. Hoje estou com uma meta nova de fazer mil eliminações por dia no DM. Vamos ver se consigo. Além disso, depois do treino, gosto de jogar com os amigos".

GaBi é uma veterna que já passou por muita coisa no Counter-Strike e o momento mais marcante da carreira, de acordo com a jogadora, foi o Intel Challenge Katowice 2018: "Meu primeiro mundial foi marcante pois conseguimos ter um bom desempenho chegando na semifinal jogando contra os melhores times do mundo. É algo que tenho bastante orgulho".

TREINADOR: O MAESTRO DO TIME

Outra figura importante dentro de uma equipe é o treinador e para falar sobre a função nada melhor do que um dos maiores nomes do cenário brasileiro: Alessandro "Apoka" Marcucci, que atualmente comanda a BOOM.

Quanto os desafios da profissional, Apoka aponta que "o treinador deve sempre estar atualizado e procurando o que serve ou não para o seu time, bem como saber cobrar, manter a equipe empolgada e em evolução mesmo em momentos difíceis. Manter a 'justiça' entre os jogadores e o time na mesma página é outro desafio".

alt Apoka no comando de uma equipe de CS | Foto: Rafael Veiga / DRAFT5


Tendo em vista que o trabalho de um treinador não é tão público como em outros esportes, isto é, não dá para ver o técnico comandando um treino, muito se pergunta sobre como é a rotina do especialista na área. De acordo com líder da BOOM, "o treinador deve cuidar da periodização dos treinos (volume, objetivos, horários, atividades extras etc) da equipe. Como no CS não temos, ainda, reserva a preparação é muito importante. Numa partida é a mesma função da maioria dos técnicos de outros esportes, tentar manter o time na mesma página e quando possível ter ideias para ajudar ou melhorar o jogo".

Veterano na modalidade, Apoka já passou por muita coisa desde as primeiras versões de Counter-Strike. Mas ao eleger um momento marcante da careira, o treinador preferiu por não reviver tanto o passado e falou sobre um acontecimento recente: "Com certeza foi classificar a INTZ e participar de um Major. Foi um momento incrível que fez todo esforço de anos ser recompensado".

NARRADORES E COMENTARISTAS: AS VOZES DO CS

Os responsáveis por darem emoções aos lances nas tramissões das partidas são os narradores e de acordo com Renata "reeehplays" Bagnato, uma das principais vozes femininas do país, "narrar CS é como narrar qualquer outro esporte: muito divertido e contagiante. Sou comentarista, mas recentemente comecei a narrar alguns jogos e está sendo muito bacana poder trazer a emoção do jogo para a galera que etá assistindo, cativando o público com isso".

Na opinião da caster, um dos maiores desafios da profissão é, "com certeza, a voz. Conseguir modular bem para trazer a emoção na medida e na hora certa. Entretanto, ser mulher na narração é como um desafio duplo: ter que lidar com a estrenheza, por assim dizer, da voz feminina em uma área predominantemente masculina".

alt reehplays trabalhando durante a GameXP | Foto: Divulgação / GameXP


Ter comentado uma edição da Liga Feminina diretamente do estúdio da Gamers Club foi um dos momentos mais marcantes na carreira, de acordo reehplays. Mas não foi o único. Ter participado de outros eventos presenciais, como Game XP e Brasil Game Show (BGS), também ficará eternizado na memória da comentarista.

JORNALISTA: O CONTADOR DE HISTÓRIAS

Outra peça fundamental em informar o público tudo o que acontece no mundo do Counter-Strike é o jornalista. A cobertura do cenário, de acordo com o repórter e produtor do Grupo Globo, Roque Marques, possui vários desafios, que se apresentam em estágios: "No começo, apesar das diversas plataformas e formatos para você produzir e publicar seu trabalho, é difícil que você consiga retorno financeiro, então isso muitas vezes pode acabar limitando seu tempo dedicado à atividade e limita sua evolução. Quando você já se estabeleceu, o principal desafio é fazer com que público, jogadores e agentes dos meios de esports entendam o papel da imprensa. Ela questiona, toca em assuntos espinhosos, divulga informações "antes da hora" e mais".

"Para grande parte dos envolvidos, isso ainda não é bem visto - principalmente quando deixa de acontecer no time do amigo e começa a acontecer no seu. Quando se pratica o bom jornalismo, portas são fechadas, contatos são queimados, mas o cenário de CS:GO tem muito a ganhar. Ele se torna mais sério, mais transparente e o espaço para as pessoas que não contribuem de fato para a sua evolução fica menor", completa.

alt Roque entrevistando taco, do MIBR | Foto: Felipe Guerra


Na opinião do profissional, a diferença da cobertura esportiva tradicional para a de CS está na organização, "com jogadores e times melhores assessorados, competições mais transparentes, tudo muito melhor definido do que nos esports".

Cobrindo o cenário de CS:GO praticamente desde quando ele surgiu, Roque diz ter várias "memórias legais, mas com certeza a principal é ter coberto a IEM Katowice em 2019. Foi a primeira vez que viajei sozinho para outro país, minha primeira vez na Europa e minha primeira vez cobrindo um Major".

FOTÓGRAFO: AQUELE QUE IMORTALIZA OS MOMENTOS

Também responsável por imortalizar momento, só que por meio de imagens, é o fotográfo. E um dos mais conhecidos no meio é Felipe Guerra, que fala que "existem muitas diferenças" entre fotografar um torneio de CS e outros eventos, mas que "ao mesmo tempo dá para pegar um elemento ou outro de trabalho em outras áreas. O procedimento tem fotos chaves, tem que levar em conta vários elementos como nitidez e o tratamento das fotos. São coisas que você aprende"

O profissional conta que a experiência que teve fotografando animais a espera de adoção o ajudou bastante quando começou a trabalhar no Counter-Strike: "Lá comecei com muito menos equipamento e em ambientes escuros, com os animais se movimentando. Nos CS foi da mesma forma, mas com objetivo diferente. Mas 'apanhar' tanto fotografando os gatos me preparou.

alt Felipe Guerra imortalizando momentos da GC Masters | Foto: Lucas Spricigo / DRAFT5


Para Guerra, um dos maiores desafios para os fotográfos que estão iniciando na cobertura de campeonato de CS é entender o evento porque "tem que aprender sobre os times, os jogadores para pensar em quais fotos vão ser possíveis tirar. Eu primeiro preciso entender com quem eu vou fazer as fotos chaves porque elas vão colaborar para a narrativa daquela competição. Um exemplo disso foi uma foto que tirei do pancc na BGS 2018, que o próprio jogador adora e foi bastante usada pelos veículos de imprensa. É uma foto expressiva e, ao mesmo tempo, que narra o momento. Quando consigo isso eu sinto que estou fazendo bem o meu trabalho e conseguindo o que eu havia planejado. Mas nem sempre é assim, nem sempre é fácil".

Quanto as fotos mais marcantes da carreira, Guerra cita uma tirada no primeiro evento que cobriu, em 2017, que foi a de Cláudia "santininha" Santini comemorando o título da Power Lounge Cup junto ao time feminino Team Alientech. "No Encontro das Lendas, também em 2017, consegui uma foto que considero um divisor de águas da minha carreira, que foi a do fer sentado no paloc e sorrindo. Muita gente compartilhou e, a partir daí, as pessoas começaram a conhecer ainda mais meu trabalho. Isso me marcou", complementa.

SOCIAL MEDIA: O ELO QUE LIGA A TORCIDA E AS EQUIPES

Como no Counter-Strike e outras modalidades eletrônicas a interação entre torcida, jogador e organização é feita quase que exclusivamente pela internet, são aqueles que cuidam da comunicação nas redes sociais, os social medias, os responsáveis por não deixarem os torcedores órfãos. E uma das profissionais da área mais conhecidas no mundo do FPS é Rafaela Arnoldi, a gerente das redes da Gamers Club.

Segundo ela, "a comunidade de Counter-Strike curte engajar, fazer parte, participar de iniciativas e, normalmente, acolhe tudo aquilo que é pensado pra eles e com eles. O grande desafio, e acredito que não seja só no CS, é lidar com toxicidade e o amadurecimento da comunidade, seja ela que joga por diversão ou de maneira competitiva. É necessário muita paciência, muita empatia nesses casos. Mas, é gratificante olhar pra trás e perceber o quanto crescemos em diversos aspectos".

alt Rafaela Arnoldi, a gerente das redes sociais da GC | Arquivo pessoal


Como também já gerenciou as redes de equipes, Rafaela fala sobre as diferenças de ser social media de uma organização e de uma marca ligada ao jogo: "A Gamers Club foi a primeira marca com que trabalhei, anteriormente trabalhei ligada somente a organizações. Vejo, principalmente, que como marca você lida com vários públicos e aspectos de público diferentes, necessidades, dores diferentes, e você precisa entender como cativar e engajar essas pessoas. Já como equipe, você lida diretamente com pessoas que torcem e acompanham aquele time. Existem semelhanças também: pessoas que amam e se sentem frustradas com determinadas coisas e que sentem carinho/amor pela marca ou time".

Foi trabalhando na plataforma líder que Rafaela vivenciou dois grandes momentos na carreira. O primeiro, de acordo com a profissional, foi "o lançamento do e-quality, ação que fizemos que ganhou o Golden Lion de Cannes e o lançamento da Gamers Club Masters Feminina. Mas, com certeza estar dentro da GC, trabalhando com o que amo, com a comunidade que me acolheu, faz ser marcante todos os dias. Pensado, planejado nos detalhes, para a comunidade".

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