Em entrevista para o portal gameinside.ua o coach brasileiro Luis "peacemaker" Tadeu comentou um pouco sobre sua atual equipe, Heroic, como é o seu estilo de jogo e também em relação a fama de "andarilho" no cenário mundial de CS:GO.
Primeiro, comentou sobre seu empolgado estilo durante as partidas. Nos confrontos presenciais, o treinador junto com seus jogadores costumam gritar bastante em rounds vencidos. peacemaker afirma que é "para manter os jogadores ligados, pois quando eles estão sob pressão, eles começam a falar menos entre si e começam a sentir um pouco de provocação. Então eu tento motivá-los, porque não tenho permissão para falar durante o próprio jogo", completa o treinador.
O coach explica que trouxe isso do cenário brasileiro, que é comum gritar para expor seus sentimentos. Diferente dos escandinavos que são mais frios. Porém ele diz que agora estão mudando o comportamento. "Realmente foi difícil, mas nos adaptamos agora, especialmente Andreas "MODDII" Fridh. Ele é a pessoa mais emotiva e positiva", explicou.
Por fim, ele falou sobre o passado recente dele, onde passou rapidamente por NRG Esports, Misfts e TyLoo, até chegar a Heroic em outubro de 2017. "Mudar de equipe constantemente foi um pouco difícil para mim. Com a Heroic, eu estou desde outubro e tenho um contrato de um ano, então eu pretendo continuar fazendo o meu melhor nesse período", explicou. "Se analisarmos o desempenho da Heroic antes, e após começarmos a trabalhar juntos, acho agora estamos entre os 12 melhores do mundo. Continuamos trabalhando e se classificando em torneios. Eu pretendo ficar com a Heroic o maior tempo que for possível", finalizou.
peacemaker também comentou sobre sua ex-equipe, TyLoo. Na época em que esteve lá, ajudou os chineses a chegarem ao ELEAGUE Major Boston 2018. Porém, alguns atletas não conseguiram visto para ir aos Estados Unidos disputar a competição. Então ele se ofereceu para substituir, já que era o único que estava inscrito. Porém, por desentendimento com a organização, ele não foi jogar e a equipe desistiu de participar do torneio.
O treinador falou que não existe nenhuma mágoa ou rusga com relação aos seus antigos comandados. "Estou muito perto dos caras, eles me respeitam muito e eu os respeito por todo o trabalho que fizemos juntos. Eu realmente não falo muito sobre essa história, porque há dois lados do que aconteceu. Mas uma coisa é certa - somos amigos, ontem conversamos e eles entenderam o meu lado", disse. Já em relação a organização o pensamento é diferente. "Há mais problemas entre mim e a gerência de organização, e não jogadores", revelou.
Imagem de capa: Divulgação/HLTV.org
Depois de três equipes em um ano, peacemaker quer mudar histórico: "ficar o maior tempo possível"
O coach brasileiro chegou a Heroic em outubro de 2017 e pretende mudar o patamar da organização dinamarquesa
/18 de fevereiro de 2018 - 17:52/Capa: