A CSPPA - Counter-Strike Professional Players' Association - em português, Associação de Jogadores Profissionais de Counter-Strike, anunciou na manhã desta quinta-feira (6) através de suas redes sociais que, em parceria com duas universidades britânicas, fará uma pesquisa científica sobre a saúde mental no CS:GO.
As Universidades de Chichester e Winchester serão as responsáveis por conduzirem a pesquisa, mais especificamente os doutores Phil Birch, Ben Sharpe e Matt Smith. Juntamente com a CSPPA e ex-jogadores e treinadores, o estudo visa identificar e examinar fatores que influenciam diretamente na saúde mental dos atletas de CS:GO para o entendimento dos mesmos.
"Fazendo isso, acreditamos que estaremos em uma posição melhor para ajudar jogadores profissionais a lidar com a intensa demanda das competições. Os resultados do projeto talvez auxiliem outros esports para o melhor entendimento da saúde mental de seus atletas e a importância da saúde mental para o ecossistema dos esportes eletrônicos", afirmou a Associação.
O tópico da saúde mental dos atletas - que inclui o famoso esgotamento ou burnout - tem sido muito discutido nos últimos meses no cenário competitivo de Counter-Strike, visto que diversos jogadores foram afetados por tal problema, optando por deixarem as escalações titulares de seus respectivos times.
O então capitão da francesa Vitality Alex "ALEX" McMeekin foi quem puxou a fila após a equipe passar longas 36 semanas viajando no ano de 2019. Nem mesmo a gigante Astralis passaria ilesa: em maio, tanto Lukas "gla1ve" Rossander, quanto Andreas "Xyp9x" Højsleth, optaram por entrar em recesso médico devido ao esgotamento causado pelas competições.
Eleito o melhor jogador do mundo em 2015, Olof "olofmeister" Kajbjer foi outro que acabou por deixar a line-up titular de sua equipe, tirando um tempo das disputas junto à FaZe Clan para cuidar de sua saúde.