"Creio que eles sabiam que eu estava interessado em ouvir outras propostas", diz jks sobre saída da 100T
Australiano falou sobre deixar seus compatriotas, a saída de sua zona de conforto e suas metas junto à Complexity
por Lucas Benvegnú/3 de novembro de 2020 - 15:02/Capa: Divulgação/Complexity
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A Complexity encontrou em Justin "⁠jks⁠" Savage seu quinto elemento ideal para fechar novamente seu juggernaut. O australiano de 24 anos vinha integrando a escalação da 100 Thieves há quase um ano, fazendo agora a transição para uma equipe majoritariamente europeia.

Em extensa entrevista ao site especializado HLTV.org, jks comentou a mudança de ares em sua carreira. Separamos os melhores trechos, os quais você confere abaixo.

LONGO CASAMENTO

jks passou os últimos seis anos competindo ao lado do capitão Aaron "AZR" Ward. Dois anos e meio dessa união também viram Joakim "jkaem" Myrbostad compor o elenco, enquanto os dois últimos membros, contratados no final de 2018, foram Jay "Liazz" Tregillgas e Sean "Gratisfaction" Kaiwai.

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jks vinha atuando junto de AZR há mais de seis anos | Foto: HLTV.org

"Eu sempre estive mais ou menos no mesmo time desde que comecei a jogar, mesmo que as line-ups tenham sido um pouco diferente. Sinto como se quase estivesse deixando meu primeiro time. (...) Foi uma decisão realmente difícil quando eu a tomei, mas senti que era a hora certa"

"Eu sempre quis me mudar para a Europa, e eu tenho pensado sobre jogar com outras pessoas e em uma atmosfera diferente. (...) Eu realmente gostava de jogar com eles, obviamente. Eu não teria jogado tanto tempo com eles se não fosse o caso. Eu apenas senti que era a hora de uma grande mudança como essa", cravou.

Foi pela Renegades que jks alcançou um marco histórico para o Counter-Strike australiano: pela primeira vez, uma equipe da Oceania foi aos playoffs de um Major, feito alcançado por ele e seus companheiros durante o IEM Katowice Major 2019, onde a equipe cairia perante o MIBR nas quartas.

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Em Katowice, Renegades se tornaria a primeira equipe da Oceania a ir aos playoffs de um Major | Foto: Bart Oerbekke/ESL

"Mesmo com diversos altos e baixas, ao menos nos últimos anos, fizemos história para o Counter-Strike australiano. Na média, foi muito bom. Tivemos algumas conquistas das quais podemos nos orgulhar. Não tenho nenhuma má recordação desse tempo", destacou.

SEM LADRÕES

De acordo com o próprio jks, a saída da 100 Thieves do Counter-Strike não foi exclusivamente motivada por sua saída rumo à Complexity. A derrocada da modalidade já vinha sendo planejada pela organização de Matthew "Nadeshot" Haag.

"Ouvimos alguns rumores, eles planejavam ter alguns encontros com nós", comenta. "Honestamente, aconteceu tudo muito rápido. Pedimos a eles se poderíamos nos mudar para a Europa e eles estavam pensando nisso. (...) Basicamente, eles não concordaram que aquela era a melhor ideia."

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jks não culpa 100 Thieves pela dispensa | Foto: Damian Gatkiewicz/ESL

"Eu entendo totalmente da perspectiva deles. (...) Eu culpo mais a situação da Covid, para ser justo. Se não fosse o coronavírus, não seríamos forçados a permanecer na América do Norte, poderíamos viajar para torneios e expor a marca deles. Essa foi uma das grandes razões quando fomos contratados", revela.

Em relação à possibilidade da escalação se transferir junta para uma nova casa, jks garante: "Não foi algo que discutimos", assinala. "Creio que eles sabiam que eu estava interessado em ouvir outras propostas, bem como o jkaem", conta.

Falando sobre outras oportunidades, o australiano evita citar nomes: "Eu não quero divulgar essas ofertas, mas eu tive propostas da América do Norte e Europa. Algumas realmente interessantes. (...) Na minha cabeça, a Complexity era a mais segura", acredita.

"SIM"

jks sabe bem o que o levou a dizer sim aos juggernauts: "O time é super habilidoso, o capitão blameF trabalha muito, RUSH e k0nfig são muito experientes. Eles já jogam há anos e já ganharam uma penca de torneios. poizon é um AWPer que vem se mostrando muito bom."

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Jason Lake foi fator preponderante nas negociações que colocaram jks na coL | Foto: Divulgação/Complexity

"Grande parte das pessoas concorda que para um time obter sucesso, você precisa de um bom AWPer e de um bom IGL, então, estes foram dois grandes fatores para mim. Também sei que a Complexity trata bem seus atletas e que o Jason Lake é um dono apaixonado, é algo que qualquer jogador deseja", afirma.

ADAPTAÇÃO E METAS

Sem jogar contra equipes europeias desde fevereiro, quando junto da 100 Thieves disputou a IEM Katowice 2020, última grande LAN, jks não acredita que precisará de uma grande alteração em seu estilo de jogo:

"Existem mais times na Europa do que na América do Norte, e o nível também é muito mais alto do que no NA, mas eu creio que eu sei jogar contra o alto escalão. (...) Não creio que será um grande desafio", analisa.

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jks não atuava em solo europeu desde fevereiro | Foto: HLTV.org

Em relação aos treinos junto de seus novos companheiros, jks se mostrou otimista: "Foi tudo suave em nosso primeiro dia. Foi apenas um dia de treino onde todos os times passam por uma espécie de lua de mel, mas eu sinto que nos encaixamos bem e balanceamos a diversão e a seriedade dentro de jogo", reconhece.

Ambiciosas. Tal palavra define bem as metas de jks junto do juggernaut europeu: "Sair da 100 Thieves foi um grande passo para mim, uma grande decisão. Tive um pensamento diferente e pelo menos, por hora, sinto que cheguei a um ponto da minha carreira onde eu realmente quero vencer muitas coisas."

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Distanciar-se de seus compatriotas foi um passo enorme para sair da zona de conforto, garante jks | Foto: Bart Oerbekke/ESL

Para o australiano, foi um passo imenso para sair de sua zona de conforto: "Esse foi o motivo para eu ter escolhido a Complexity. (...) Eu senti que precisava ir a um time onde eu não conhecesse ninguém, me desafiar mais. (...) Como um time, quero obviamente vencer campeonatos", finaliza.

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