"Com certeza é uma boa opção pra gente no futuro", diz tge sobre eventual mudança da Paquetá para o NA
Treinador da Paquetá falou sobre desempenho da equipe no CBCS e o desafio da ação nos playoffs
por Lucas Benvegnú/9 de maio de 2021 - 11:00/Capa: Divulgação/WESG/Arte/DRAFT5
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Dando continuidade à série de entrevistas especiais coordenadas pela DRAFT5 em preparação para a fase decisiva da primeira etapa de CBCS Elite League, Gustavo "tge" Motta, treinador da Paquetá, falou sobre o desempenho de sua equipe na disputa e os desafios a serem enfrentadas pela mesma.

Procedendo aos playoffs da competição com saldo de 3V-1D, a formação capitaneada por Denner "KHTEX" Barchfield, amigo de longa data de tge, sofreu sua única derrota na abertura do campeonato válido pelo Regional Major Ranking de acesso ao Major de Estocolmo, perante a surpresa BD.ECHO.

"No nosso time não existe essa de "salto alto". Sabemos que o jogo é jogado, e qualquer partida com qualquer adversário pode ser difícil se não entrarmos ligados e querendo vencer. Nessa partida o time da BD.ECHO fez boas escolhas durante o mapa e jogaram melhor do que a gente, acontece", introduziu tge.

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Outrora jogador, tge se reinventou como treinador da Paquetá | Foto: Rafael Veiga/DRAFT5

O formato suíço, utilizado na fase inaugural do torneio, agradou a muitos e desagradou a outros tantos. tge, por sua vez, enxerga-o com bons olhos: "Gostei bastante do formato da competição, porque apesar das MD1s, na minha opinião, favorecerem uma possível 'zebra', ainda existem muitos confrontos MD3, tendo assim a chance da recuperação", destacou.

Talvez uma das grandes surpresas durante o anúncio do campeonato tenha sido o retorno do MIBR à América do Sul para competir exclusivamente no CBCS. A atitude da lendária tag foi questionada por muitos, especialmente pelo fato da equipe ter passado um longo período no exterior, o que lhe confere o status de favorita.

"A gente não pensa nisso, o jogo é jogado", diz tge. "Achamos normal a ideia e o planejamento deles jogando aqui ou na América do Norte, como tivemos alguns times brasileiros fazendo", lembrou. O treinador inclusive vê uma porta aberta para a Paquetá em um futuro não tão distante:

"Acredito que com tudo o que vem acontecendo com o cenário norte-americano, o nível do CS de lá caiu muito, podendo até estar menor ou igual ao nosso. Por causa dos campeonatos e premiações com certeza é uma boa opção pra gente no futuro", ponderou.

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tge enxerga uma porta aberta no cenário norte-americano para seus comandados | Foto: Divulgação/WESG

Por ser um campeonato chancelado pela Valve, o CBCS Elite League não permite a atuação de treinadores junto de seus atletas durante as partidas oficiais, decisão muito questionada pela comunidade de Counter-Strike em geral. Apesar das complicações geradas por isso, tge confia veementemente em seu quinteto:

"A preparação é a mesma de sempre com treinamentos e pré-jogo" garante. "Porém, durante as partidas não posso ajudá-los com nada. É muito angustiante passar por isso", reclama. "Apesar disso, confio que vão continuar fazendo um bom trabalho", destacou.

Açoitado pela desistência de diversas equipes em decorrência de supostos banimentos VACs de seus jogadores, o CBCS teve sua imagem bastante danificada por tais ocorridos. O desgaste, no entanto, poderia ter sido evitado na visão de tge:

"Essa onda de banimentos, na minha opinião, mancha bastante o nosso cenário e o campeonato, acredito que rolando uma investigação pré-campeonato iria poupar esse desgaste que jogadores e organizações estão passando", apontou.

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Para tge, é "angustiante" não poder ajudar a seus comandados durante os confrontos | Foto: Divulgação/WESG

Nem por isso, o torneio perdeu seu prestígio, sendo ficha um na lista da Paquetá: "Nosso objetivo em todos campeonatos sempre é vencer, porém esse tem mais importância, já que se trata de um classificatório para o Major", lembrou.

Mesmo tendo sido removida recentemente da rotação competitiva, a Train continuará sendo usada ao menos até o final do CBCS, fator positivo para a Paquetá, que vê nela seu melhor mapa, apesar do mesmo não ser seu favorito: 83.3% de aproveitamento nos últimos meses.

"Tínhamos bastante conforto no mapa da Train, porém não é o nosso melhor mapa. Óbvio que prejudica, mas isso acontece e vamos nos dedicar em aprender e botar em prática o novo mapa", garantiu o treinador.

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