coachi avalia queda da DENDELE na BLAST: "Precisamos de mais experiência"

Apesar disso, luso-brasileiro vê muito potencial em sua equipe

por / 28 de ago de 2026 - 21:30 / Capa: Sophie Barrowclough/BLAST Premier

Em entrevista concedida ao repórter James "BanKs" Banks logo após a DENDELE perder para a Aurora e dar adeus à BLAST Open Porto 2026, ainda na manhã desta sexta-feira (28), o treinador Hélder "coachi" Sancho avaliou a campanha de sua equipe no torneio:

"A maioria das pessoas olha somente o placar, não o jogo. Creio que o jogo contra a Spirit foi muito pegado. Perdemos todos os quatro pistols e fomos donkados. O donk estava muito inspirado", disse em referência ao jogo que marcou a estreia da DENDELE em Copenhague.

"Ganhamos os primeiros armados, então poderíamos ter ganho da Spirit, ou ao menos vencido um mapa. Perdemos alguns rounds estúpidos. Hoje foi exatamente igual. Na Cache, ganhamos os primeiros armados, mas perdemos todos os pistols e depois perdemos um anti-eco para as USP-S", contou.

O luso-brasileiro, não à toa, reiterou que o placar engana: "O 13-7 na Cache foi tão próximo quanto a Mirage que foi para a prorrogação. Tivemos o jogo na mão, 5v3 para fechar o jogo, não conseguimos", lamentou.

Para coachi, o diagnóstico é claro: a DENDELE acabou sofrendo com o nervosismo nos momentos decisivos e pagou caro por isso: "Ficamos nervosos. Não sei se as pessoas perceberam, mas tínhamos o round perfeito para fechar o jogo na Mirage."

"O doc estava no palácio e atirou por engano. Um único tiro na parede. Cancelamos a call, voltamos e não sabíamos mais o que fazer. São esses erros. Meus jogadores ainda não têm tanta experiência nesse tipo de jogo", lamentou.

"Você precisa desse extra para fechar. A Aurora, com toda experiência que tem, foi lá e fez. Foi 50/50, fomos tão bons quanto eles, então quem sabe da próxima vez eles pensem: 'esses caras são bons, cuidado com eles'", disse.

Para criar essa casca, não existe fórmula mágica: "O próximo passo que precisamos dar é vir para esses campeonatos mais frequentemente. A América do Sul está uma loucura agora, com três times no top 10, então é difícil receber os convites porque essas equipes são muito mais fortes", avaliou.

"É o que precisamos: classificar para grandes torneios, vir aqui com mais frequência. Creio que somos um dos times que podem causar dano. Outras equipes que vêm aqui não são tão perigosas. Nós jogamos com solidez. Precisamos de mais experiência, mas vamos chegar lá", finalizou.

A DENDELE segue na Europa para voltar a campo já na próxima terça-feira (2), quando disputará o classificatório global que leva à IEM Beijing 2026.

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