CEO da NAVI fala sobre dificuldades em tempos de guerra e conta: "Vi helicópteros e aviões sobrevoando minha casa"
Mandatário disse sequer saber o que aconteceu com sua casa em Kiev
por Lucas Benvegnú/8 de abril de 2022 - 15:30/Capa: Divulgação/Natus Vincere
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A Natus Vincere é inquestionavelmente uma das organizações mais atingidas pela triste realidade da guerra que vai se sucedendo entre Rússia e Ucrânia. O clube ucraniano, aliás, tem se posicionado frequentemente acerca do conflito armado.

Muito desse engajamento na luta fora do campo de batalha, é claro, passa por Yevhen Zolotarov, CEO do clube, que viveu na pele o desespero de ter de deixar seu lar para buscar abrigo em algum lugar seguro: "Tudo começou a cerca de 500m da minha casa", disse em entrevista ao esports.com.

"Moro em Kiev e tinha um aeroporto que os russos queriam usar, então vi helicópteros e aviões sobrevoando minha casa. Tenho um filho de 9 meses, então decidi deixar minha casa no dia seguinte. Não tive escolha e sequer sei o que aconteceu com minha casa", lamentou.

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NAVI vai se virando como pode para honrar com seus compromissos em tempos de guerra | Foto: Josip Brtan/HLTV.org

Desde o início da guerra em seu país-sede, a Natus Vincere tem trabalhado incansavelmente para manter as coisas funcionando, mesmo que a partir de escritórios temporários. Zolotarov, todavia, afirma que é difícil trabalhar em meio a essa dura realidade:

"É difícil cumprir com as obrigações contratuais com patrocinadores nesses tempos", explicou. "É impossível passar mensagens promocionais quando coisas desse tipo estão acontecendo", completou o mandatário.

Segundo ele, a organização tem honrado com seus compromissos, embora não existam garantias de que a Natus Vincere conseguirá manter, por exemplo, o pagamento dos atletas russos em dia, dadas as sanções contra o país:

"Estamos conseguindo trabalhar remotamente e pagar salários para nosso estafe e jogadores. Mantivemos todos os nossos funcionários, incluindo os que se juntaram ao exército ucraniano, mas não sabemos como serão as coisas daqui pra frente", pontuou.

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