Seguindo a nossa série "Caminho ao Major", é vez de conhecermos mais sobre a fnatic e como a renovada equipe sueca chega no FACEIT Major, que acontecerá em Londres a partir do dia 5 de setembro.
Richard “Xizt” Landström
Robin “flusha” Rönnquist
Jesper “JW” Wecksell
Freddy “KRIMZ” Johansson
William “Draken” Sundin
Jimmy "Jumpy" Berndtsson (coach)
Hoje iremos falar sobre um dos times mais vitoriosos e lendários do Counter-Strike. Vale lembrar que o cenário sueco de CS sempre foi fortíssimo, e nos primeiros anos da atual versão do game não foi diferente, com a NIP e a fnatic fazendo frente nos principais torneios da categoria e conquistando fãs em todo o mundo.
A CONSTRUÇÃO DE UMA LENDA
Considerada uma potência desde os primeiros campeonatos, a fnatic sempre se destacou nos Majors, já que além de ser a única tricampeã do torneio (tendo participado de 4 finais), conta com várias estatísticas históricas a seu favor. A organização é a única a ter participado de todos os Majors como Legend, e em todos os anos desde 2013 eles tiveram um ou mais jogadores entre os top 20 da HLTV; de fato, é seguro dizer que esse é o time de maior tradição no torneio, mostrando capacidade de serem um grande adversário contra qualquer equipe que enfrentarem.
Fnatic na conquista da ESL One Katowice 2015, segundo Major da equipe | Foto: HLTV
Apesar de tudo isso, a última final de Major disputada pela organização já faz três anos. Nesse período, a fnatic passou por altos e baixos, mas uma coisa em sua história chama a atenção: as diversas trocas de lineup desse meio tempo. É notável que grande parte dessas mudanças são visando buscar o alto nível (com algumas exceções, como a transferência de Olof “Olofmeister” Kajbjer para a FaZe), assim como acontece com a grande maioria dos times tier 1. O problema é que uma simples troca de jogadores pode exigir algum tempo de adaptação, e a última mudança da equipe aconteceu há pouco mais de 2 meses, e nesse meio tempo eles disputaram somente a ESL One Cologne 2018 e a Eleague Premier 2018 juntos, o que dificulta muito na análise de estatísticas.
EXPERIÊNCIA DE SOBRA
Antes de aprofundarmos nisso, vamos falar dos jogadores em si. A line é composta em sua grande maioria por veteranos e com muita história no competitivo; Robin “flusha” Rönnquist, Jesper “JW” Wecksell e Freddy “KRIMZ” Johansson são os “donos da casa”. JW e flusha estavam na organização durante os três Majors conquistados, e KRIMZ contribuiu na conquista de dois desses. Ainda falando sobre JW, o jogador de apenas 23 anos soma tantas coquistas que apesar de sua pouca idade fica difícil não encaixa-lo entre os veteranos do time.
Richard “Xizt” Landström é outro nome bastante conhecido do cenário sueco. Ele também tem um título de campeão de Major, campeonato que ele conquistou jogando nos maiores rivais da fnatic, os Ninjas in Pyjamas, isso em uma final contra a própria fnatic na ESL One Cologne 2014; Xizt foi a penúltima adição na atual lineup do time. E para completar, William “Draken” Sundin é o jogador mais novo a integrar a equipe, e também é o mais novo em idade (22 anos). Draken também fez parte do NiP (entre março de 2017 até junho de 2018), onde teve um desempenho aceitável, o que provavelmente chamou a atenção da fnatic.
JW é um dos destaques da fnatic | Foto: HLTV
TATICAMENTE FALANDO
Tratando dos aspectos técnicos dos jogadores entram alguns dados que realmente chamam a atenção. Dos cinco membros da organização, apenas JW e KRIMZ possuem um rating maior que 1 nos últimos 3 meses. Quanto as funções ingame, a equipe sempre teve um histórico de alta versatilidade quanto ao uso da AWP, e isso se acentuou ainda mais com a contratação de Draken que é sniper de ofício, isso faz não só com que ele e JW possam alternar sobre o uso desse armamento quando acharem necessário, mas também aplicar setups double AWP com bastante consistência, variando o leque de execuções táticas.
E falando em execuções táticas, Xizt parece ter sido uma boa opção para ser IGL após a saída de Maikil "Golden" Selim da equipe. O ex-NiP tem bastante experiência e conhecimento sobre o game, e isso pode dar bastante liberdade para as estrelas da fnatic se destacarem sem que o desempenho individual dele como IGL seja muito afetado.
Por último, KRIMZ e flusha fecham o quinteto atuando de assault. Como dito anteriormente, KRIMZ conseguiu manter nos últimos meses um rating positivo, e assistindo aos jogos recentes é possível notar que ele tem bastante segurança nas trocas de tiros tanto na ofensiva quanto defesa; já em relação a flusha, apesar de seu desempenho recente não ter sido de destaque, é inegável que o jogador é bastante habilidoso, podendo ser decisivo quando requisitado. No entanto o destaque absoluto do time atualmente é JW, que vem conseguindo números excelentes além de impor seu estilo de jogo sobre os oponentes, que muitas das vezes não são capazes de disputar com sua habilidade.
Flusha esteve entre os melhores jogadores do mundo por vezes e pode aparecer bem em grandes jogos | Foto: PGL
MAP POOL
Quanto ao Map Pool, nos últimos 3 meses foram jogados três campeonatos pela organização, mas apenas dois com a atual lineup. As estatísticas de mapas jogados nesse período de tempo são: Inferno e Train (5 vezes cada), Mirage (4 vezes), Cache e Overpass (3 vezes cada), e por último Dust 2 e Nuke (1 vez cada), sendo esses dois últimos os prováveis vetos da equipe. A taxa de vitória entre os mais jogados é interessante, e na maioria das vezes passa dos 50% (com exceções da Train com apenas 40% de vitória e da Overpass que eles ainda não venceram). Dados positivos do map pool são estatísticas bastante interessantes para se avaliar a organização de uma equipe, já que a escolha correta dos mapas faz parte da estratégia de vitória de uma competição, e nisso é seguro dizer que a fnatic se destaca apesar da baixa amostra.
fnatic jogou poucos torneios com a atual formação | Foto: HLTV
Antes de disputar o Major, a equipe ainda jogará a DreamHack Masters Stockholm 2018, campeonato de altíssimo nível que contará com a presença de várias equipes que hoje estão no top 10, ou seja, um excelente “teste” para colocar em prática sua preparação recente antes de disputar o Major. Mas o que podemos esperar deles?
Apesar das mudanças recentes, seu excelente histórico somado com a ótima habilidade de seus jogadores e uma aparente organização tática positiva, o mínimo que se pode esperar é que eles ainda se mantenham como legends, e não seria de se espantar se eliminassem algum dos ditos “favoritos”. O próximo torneio que eles disputarão pode ser bastante esclarecedor nesse aspecto, então vale muito a pena acompanhar.
Capa: Foto HLTV com Arte Draft5
Fnatic na conquista da ESL One Katowice 2015, segundo Major da equipe | Foto: HLTV
JW é um dos destaques da fnatic | Foto: HLTV
Flusha esteve entre os melhores jogadores do mundo por vezes e pode aparecer bem em grandes jogos | Foto: PGL
fnatic jogou poucos torneios com a atual formação | Foto: HLTV