Caminho ao Major: Optic aposta na Dinamarca para tentar ter sucesso em Londres

Equipe usa de "renegados" das grandes equipes do país para ter um bom resultado no Major

Seguindo nossa série sobre as equipes do FACEIT Major, é hora de conhecermos a Optic Gaming, equipe que vem com sangue dinamarquês querendo uma das oito vagas da fase principal. OPTIC GAMING DK Kristian "k0nfig" Wienecke DK René "cajunb" Borg DK Nicklas "gade" Gade DK Marco "Snappi" Pfeiffer DK Jakob "JUGi" Hansen DK Casper "ruggah" Due (Coach) Aproveitando a boa fase da Dinamarca, a OpTic Gaming aposta numa line-up completamente nórdica para ter sucesso no FACEIT Major London 2018. Em fevereiro deste ano a organização anunciou equipe com três jogadores do país, além do canadense Peter "stanislaw" Jarguz e do americano Shahzeeb "ShahZaM" Khan. Porém, depois de não conquistar vaga para três competições presenciais, os jogadores dinamarqueses decidiram fazer mais algumas mudanças. Dois meses após a entrada de três nórdicos na OpTic, mais três chegaram. Marco "Snappi" Pfeiffer e Jakob "JUGi" Hansen foram contratados junto a Heroic e Casper "ruggah" Due chegou veio da North. Os três ocuparam os lugares de stanislaw, ShahZam e Chet "ImAPet" Singh respectivamente.
Fechando a legião dinamarquesa ruggah chegou com sua experiência de coach desde 2012 (Foto: HLTV.org)
RESULTADOS RECENTES O impacto dessas no final do mês abril não foi o esperado. A equipe continuou com o fraco desempenho em classificatórios online, conseguindo vaga para apenas uma competição presencial. Sua participação nas finais da ESL Pro League Season 7 foi até positiva, ficando a uma vitória dos playoffs. Em seguida caiu em seletivas para as finais da ECS Season 5, ESL One Cologne 2018 e ESL One New York 2018. A única classificação veio para a StarSeries & i-League CS:GO Season 6, que aconteceu no mês de outubro. Essas derrotas para equipes de mesma prateleira, colocam em dúvida o real nível do time, apontado por alguns como forte. Os dois campeonatos presenciais que participou foram DreamHack Open Austin e DreamHack Open Summer. No Texas, a OpTic foi eliminada ainda na primeira fase, perdendo para Space Soldiers na decisão do grupo. Os turcos acabaram sendo campeões do torneio e são adversários diretos dos dinamarqueses no Major. Já em Jönköping, na Suécia, a OpTic fez seu melhor campeonato. Chegou a decisão contra a The Imperial. Mas, acabou derrotada por dois mapas a zero para o time que conta com mais promessas do cenário.
Para chegar ao Major, a OpTic teve que passar por dois qualifiers. No closed passou com facilidade por equipes tier 3, perdendo apenas um mapa de sete jogados. Já no Minor Europeu, a expectativa era uma dificuldade um pouco maior, porém isso não aconteceu. Com atuações seguras contra adversários diretos como ENCE eSports e Ninjas in Pyjamas, o time dinamarquês passou invicta e foi a primeira a garantir a vaga. Acabou perdendo a final do Minor para a NiP por dois mapas a zero, o que não influenciou no final.
Com vitórias convincentes a OpTic chegou ao Major (Foto: HLTV.org)
DESTAQUES O grande destaque da OpTic é Kristian "k0nfig" Wienecke. Entrou no top20 da HLTV no último ano, além de conquistar os títulos de MVP da Dreamhack Open Montreal 2017 e EPICENTER Moscow 2016. Com um rating de 1.17, o rifler ainda sofre com a inconstância. Desta maneira acaba funcionando como um termômetro do time. Se está tendo uma atuação boa, a vitória é praticamente garantida. Se está tendo uma atuação ruim, provavelmente a derrota virá. A solução para isso é ele dividir responsabilidades com René "cajunb" Borg. O player de 28 anos já tem uma longa carreira e passagem por grandes equipes como Team SoloMid e Astralis. Essa experiência, convertida em skill, deve funcionar na OpTic. Principalmente fazendo o papel de entry fragger junto com k0nfig.
O map pool do time é bem diversificado e estão preparados para jogar qualquer mapa. A opção de vetos dele é a Cache. Essa escolha é opção do In-game leader Marco "Snappi" Pfeiffer, desde a época de Heroic o jogador opta por não jogar este mapa. Eles não tem um principal mapa de escolha, varia por adversário e pela primeira rodada de vetos. O aproveitamento deles na Nuke é de 58%, mas tem sido a preferência para primeiro pick. Ao contrário da Train, que passa de 75% de aproveitamento e normalmente é escolha do adversário. Seguindo a tendência da maioria das equipes nórdidas, a OpTic trabalha defensivamente com posições bem definidas e dificilmente varia. Por exemplo, no mapa de calor abaixo, pode-se ver os posicionamentos dos players dinamarqueses numa partida contra a ENCE pelo Minor na Mirage. São apenas cinco locais ocupados por jogadores da OpTic: boltz, areia, jungle/janelão, L e poste/queda. Quer dizer, uma posição para cada player.
Em verde os posicionamentos defensivos, com pouquíssima variação (Imagem: HLTV.org)
Já de terrorista, tem um excelente jogo de granadas e sempre buscam trabalhar em conjunto. Tentam fazer domínio de duas regiões distintas do mapa para fazer a entrada e contam com k0nfig para fazer a abertura do bomb. cajunb atua como lurker tentando segurar a rotação adversária. A Optic não está no grupo dos favoritos da primeira fase, mas também está longe de ser uma azarona. É possível que seja uma das equipes que brigue pelas vaga segundarias, logo abaixo dos favoritos, mas pode surpreender tanto positiva como negativamente. Capa: Foto HLTV com Arte Draft5