Faltando alguns dias para o
FACEIT Major London 2018, nossa série Caminho ao Major se segue, agora destacando a Team Liquid.
TEAM LIQUID 
Nick “
nitr0” Cannella

Jonathan “
Elige” Jablonowski

Keith “
NAF” Markovic

Russel “
Twistzz” Van Dulken

Epitácio "
Taco" Filho

Wilton "
Zews" Prado (Coach) Considerada uma das organizações mais “tradicionais” do cenário competitivo norte-americano de CS:GO e também uma das mais queridas pelos brasileiros, a
Team Liquid tem um histórico vasto quando se trata de participações em Majors. Das últimas cinco edições do torneio, a equipe conseguiu participar de quatro, chegando a ser vice-campeã da
ESL One Cologne 2016 (perdendo para os brasileiros da
SK na final), e apesar das inúmeras mudanças internas que o time passou desde então, é seguro dizer que hoje eles são os maiores representantes do cenário norte-americano, e com potencial para chegar muito longe no campeonato. Apesar de muito presente nesse torneio, as participações notórias da
Liquid são poucas. Os principais destaques da equipe foram o
MLG Colombus 2016 e a já citada
ESL One Cologne que aconteceu no mesmo ano, e há quem afirme que esse bom desempenho ocorreu somente graças a Oleksandr "
s1mple" Kostyliev e Spencer "
Hiko" Martin que jogavam para a organização naquele período. Desde aquele ano, o time não conseguiu recuperar o status de Legends, e teve que passar por classificatórios para participar das edições seguintes, já que sempre eram eliminados na primeira fase da competição. No entanto, a organização e os jogadores aparentemente nunca estiveram satisfeitos, e tal fato pode ser visto pelas diversas mudanças de lineup que ocorreram frequentemente nos últimos anos. O exemplo claro disso é que a
Liquid nunca repetiu sua formação em nenhum Major disputado; obviamente fatores que independiam dos jogadores também colaboram para essa estatística, mesmo assim é um dado bastante interessante. Atualmente, o quinteto é formado por Nick “
nitr0” Cannella, Keith “
NAF” Markovic, Jonathan “
Elige” Jablonowski, Russel “
Twistzz” Van Dulken, e é completado pelo brasileiro multicampeão Epitácio “
Taco” Pessoa. O treinador da equipe também é brasileiro, o também multicampeão Wilton “
Zews” Prado, e é nisso que vemos o porquê da organização ser tão querida pelos brasileiros, mas a presença de jogadores do nosso país na formação do time não é de hoje.
A BRASILIDADE Em meados de 2016, Luiz “
peacemaker” Tadeu também foi treinador da equipe, e mais recentemente Lucas “
Steel” Lopes atuou como jogador, antes de pedir para se retirar do quinteto (sendo substituído posteriormente por
Taco). Isso mostra uma abertura muito grande da organização com outros diversos cenários, tendo em vista que jogadores europeus também já fizeram parte do time (como o dinamarquês Jacob "
Pimp" Winneche e o ucraniano
S1mple, citado anteriormente). Quanto a habilidade individual, o time tem vários destaques.
NAF,
Elige e
Twistzz lideram as estatísticas, todos com rating maior que 1.10 segundo a
HLTV. Atualmente, o IGL da equipe é
nitr0, e isso possivelmente afeta seu jogo, o que não quer dizer que ele esteja atrapalhando sua equipe, já que isso da a liberdade para que seus companheiros tenham um maior destaque. Por último,
Taco é o que tem o menor desempenho quando se fala em estatísticas, mas isso não quer dizer absolutamente nada devido a função do brasileiro no quinteto, atuando de entry fragger e na maioria das vezes sacrificando sua performance para que sua equipe possa conseguir melhores resultados.
DESEMPENHO RECENTE O map pool da
Liquid nos últimos três meses é interessante. O mapa mais jogado foi Inferno (18 vezes), seguido de Cache e Nuke (9 vezes cada), Dust 2 e Mirage (8 vezes cada), Train (5 vezes) e Overpass (2 vezes), sendo esses dois últimos os prováveis vetos certeiros do quinteto. As estatísticas de modo geral não são ruins, somando bons números em seus mapas mais jogados; o índice de vitória na Inferno é de 61,1%, na Cache é de 88,9%, e na Dust 2 é 62,5%. No entanto, Nuke (33,3%) e Mirage (37,5%) têm valores baixos, o que pode dificultar para o time caso seus adversários vetem seus principais mapas. Em relação aos torneios recentes em lan disputados pela equipe, o desempenho deles foi bastante satisfatório. Na
ESL Pro League S7 Finals ficaram em segundo lugar perdendo para a
Astralis na final, o que se repetiu na
ECS Season 5, e mais recentemente na
ELEAGUE Premiere 2018, campeonatos onde o quinteto novamente perdeu para a equipe dinamarquesa. Diante disso, é seguro dizer que a
Team Liquid tem potencial para alcançar bons resultados no major. Apesar do histórico negativo nas últimas edições do torneio, as reformulações mais recentes do time aparentam ter surtido efeito, fazendo com que conquistassem bons resultados e se fixassem em definitivo entre as melhores equipes do mundo. Com um map pool variado (apesar de algumas estatísticas divergentes), jogadores bastante habilidosos, boa organização ingame e resultados excelentes nos torneios recentes, provavelmente a equipe vai se firmar entre os Legends, e não seria surpresa se chegasse ainda mais longe na competição, mesmo se tratando do principal torneio do game.
Capa: Foto HLTV com Arte Draft5