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Caminho ao Major: Com nome badalado entre investidores, Rogue lutará por uma chance entre as melhores do mundo

Ainda sem consistência, equipe tentará usar toda experiência disponível na disputa

por Guilherme 'Guiki' Cerdera / 16 de ago de 2018 - 20:40
No sétimo episódio da série Caminho ao Major, que apresentará cada uma das vinte e quatro equipes participantes do FACEIT Major London 2018, mostraremos um pouco da equipe que foi uma das grandes surpresas de sua região, a Rogue.

ROGUE

US Daniel "vice" Kim
US Spencer "Hiko" Martin
DK Casper "cadiaN" Møller
US Hunter "SicK" Mims
AU Ricky "Rickeh" Mulholland

US Matthew "mCe" Elmore

UMA HISTÓRIA RECENTE E PEQUENA NO CS:GO

DJ Steve Aoki é investidor na Rogue | Foto: Divulgação/Rogue


Uma organização jovem, com pouca tradição e jogadores de nome. Essa é a fórmula na qual a Rogue apostou para o ano de 2018, e, até o momento, vem melhorando seus resultados. O time, que teve seu início já no CS:GO em 2016, tem o seu núcleo junto desde setembro do ano passado, mas foi apenas neste que conseguiu conquistar os primeiros resultados positivos.

A Rogue possui times em praticamente todas as modalidades de Esports disponíveis, sendo as mais bem sucedidas as dos jogos Overwatch e Rocket League. A equipe conta com a presença de investidores empolgados, mas ainda estranhos ao mercado dos jogos, tais como o DJ Steve Aoki e os músicos da banda americana Imagine Dragons, estes por meio da gigantesca agência de esporte eletrônico ReKTGlobal se tornaram sócios em 2018.

Sendo o counter-strike uma das modalidades mais acompanhadas do mundo, não é difícil enxergar porque a organização virou seus olhos para o jogo. O início, em 2016, veio com uma tacada que deveria representar mais sucesso do que realmente representou. A contratação da ex-Unity incluia nomes famosos, como os dos dinamarqueses Casper "cadiaN" Møller e Jesper "tenzki" Mikalski, mas os resultados não foram nem um pouco empolgantes.

A VIRADA DE 2018

Vice/Sick | Foto: DreamHack


Como toda organização em formação, a Rogue passou a testar diversos nomes, como os famosos europeus Kevin "HS" Tarn e Mathieu "Maniac" Quiquerez, passando por nomes pouco conhecidos do cenário, os búlgaros Viktor "v1c7oR" Dyankov e Kamen "bubble" Kostadinov, e chegando a nomes que tentavam se firmar entre os norte americanos, como Matthew "WARDELL" Yu e Josh "shinobi" Abastado.

A estabilização do elenco veio em um momento crucial para uma organização que passou os últimos dois anos no total esquecimento. O foco em utilizar uma equipe totalmente européia, que só conseguiu de relevante a vitória no ESEA Season 23 Global Challenge, foi abandonado, dando espaço a chegada de jogadores que poderiam criar uma identificação com as ligas americanas da ESL Pro League e Esports Championship Series(ECS).

Ao trazer jogadores da antiga Enigma6, a Rogue passou a ter finalmente uma equipe americana, adicionando a isso um grande jogador sedento por uma nova chance entre os melhores, Spencer "Hiko" Martin. Com Hiko, cadiaN e Daniel "vice" Kim, a equipe passou a ter um grupo sólido que passou a subir constantemente nos rankings de equipes. O jovem talento Hunter "SicK" Mims se uniu ao time no início de 2018, e, assim os resultados começaram a aparecer. Embora pareça pouco, a permanência tanto na ESL Pro League S6 quanto na ECS S5 representaram grande avanço no desenvolvimento e exposição da equipe.

O último a chegar ao time, Ricky "Rickeh" Mulholland, trouxe com ele a experiência de um líder, e têm desde então dividido tal responsabilidade com cadiaN. Os resultados passaram a ser cada vez melhores, e o time alcançou a grande final do DreamHack Open Austin 2018, perdendo apenas na final contra a forte Space Soldiers, por dois a um. O vice campeonato foi o presságio para algo maior que estaria por vir: a classificação inédita para o Major. Após fase de grupo impecável, o time liderado por cadiaN chegou à final e garantiu a vaga para o grande torneio.

A EQUIPE

Foto: Divulgação/Rogue


O time da Rogue apresenta uma grande divisão entre os jogadores que podem fazer a diferença durante a partida. O membro mais conhecido e respeitado pelos brasileiros é o experiante americano Hiko, de 28 anos. Hiko fez parte das maiores equipes americanas, além de já ter disputado oito Majors, sendo legend em cinco ocasiões. Na mais conhecida delas, o então igl da Team Liquid foi um dos responsáveis pelo vice campeonato no ESL One Cologne 2016, torneio em que o título foi para a equipe brasileira da SK Gaming.

Lembramos também de Hiko quando falamos de qualidade individual, pois este era um dos melhores jogadores americanos até o ano de 2016. Tendo passado por compLexity, IBP, Cloud9 e Team Liquid, este sempre foi um jogador no qual se depositava muita esperança para levar os Estados Unidos ao topo do cenário internacional.


Conhecido pela fama de ser um "clutchmaster", e por ter protagonizado o histórico lance em que elimina Christopher "GeT_RiGhT" Alesund e provoca a frase "inhuman reaction", ou seja, uma reação não humana, Hiko perdeu muito de seu poder de fogo desde então, tendo sido a falta de "bala" a responsável por tirá-lo de sua posição na Liquid. Sua performance atual é regular, mas não será estranho se virmos uma ou outra jogada genial desta lenda americana em momentos de aperto.

Os jovens SicK e vice são os responsáveis por ocupar espaços no mapa e guardar posições para o resto do time. Com o posicionamento mais suportivo, é comum ver os dois se dispondo a colocar o awp do time cadiaN em posições ideias para realizar suas eliminações.

Remanescente da formação inicial, embora tenha saído por um breve período de 2017, cadiaN é a grande estrela e líder dessa equipe. Seu rating de 1.20 espelha sua atuação dentro do servidor, o que lhe rendeu, anteriormente, vagas em grandes equipes dinamarquesas, como a Copenhagen Wolves, Mousesports e  SK Gaming no início do CS:GO. Cadian já participou de três Majors, mas não aparece em uma competição patrocinada pela Valve desde 2014.


Fechando a line temos o ex-Renegades e CLG, o rifler australiano Rickeh. Jogador experiente, Rickeh apareceu ao cenário mundial jogando pela Team Immunity, como um igl com considerável poder de fogo. Sua capacidade com os rifles é considerável, mas também é possível observar este jogador assumindo a awp em alguns cenários, seja em formatos defensivos com dois awpers ou simplesmente se utilizando de um respawn privilegiado.


A equipe possui um map pool bastante consistente, utilizando Nuke, Dust2 e Overpass como suas principais escolhas. Quando observamos os resultados recentes, vemos que o time chega a ter pelo menos 70% de vitórias nesses três mapas, o que demonstra boa capacidade para enfrentar estilos de jogo diferentes.

Restringindo as partidas para duelos apenas em lan, temos a perfeita consciência de que o mapa mais forte do time de fato é a Dust 2. Em todas as cinco vezes em que jogou o mapa nos últimos três meses, a equipe o escolhou, tendo perdido apenas uma: A mais recente na final do Minor das Américas, dezesseis a quatorze à favor da compLexity.

Com uma equipe com alguns nomes experientes, mas poucas provas em lan, no destino da Rogue não deve estar a classificação para as fases finais do Major. O time possui jogadores que já estiveram em grandes equipes, entretanto, o momento ainda pede mais participações da equipe em torneios de grande porte.

Jogar uma final de DreamHack contra a Space Soldiers de fato é um resultado expressivo, mas este é muito pouco diante de tantas equipes que estiveram em cenário parecido, ou até mesmo superior, durante o ano. Resta a Rogue a esperança de que seus mapas de maior domínio sejam escolhidos, talvez por serem subestimados, e talvez dessa forma faça brilhar novamente estrelas há muito apagadas.

Capa: Foto HLTV com Arte Draft5

 
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