Caminho ao Major: Atual campeã, Cloud9 chega desacreditada em Londres
Cloud9 teve mudanças forçadas que mudaram o patamar competitivo da equipe
por Cristino 'cac0' Melo/3 de setembro de 2018 - 16:30/Capa:
O último episódio da nossa série "Caminho ao Major" destacará a atual campeã Cloud9 e como a equipe chega ao FACEIT Major London 2018. CLOUD9 Estados Unidos Tyler "Skadoodle" Latham Estados Unidos Timothy "autimatic" Ta Estados Unidos Will "RUSH" Wierzba Suécia Maikil "Golden" Selim País não encontrado Martin "STYKO" Styk Estados Unidos Soham "valens" Chowdhury (coach) O que aconteceu com os atuais campeões do Major? De atual campeã e orgulho norte americano, a Cloud9 chega desmantelada em Londres. O título do ELEAGUE Major Boston pode ter sido surpreendente para alguns, mas o estilo agressivo ficou característico e chegou ao seu ápice no torneio. Porém, o declínio pós foi evidente, sem conquistar nenhum título. A primeira troca aconteceu em março, quando Jacky "Stewie2K" Yip deixou a C9 e seu juntou aos brasileiros da SK Gaming. A perda foi sentida na organização norte americana, por conta da skill e do entrosamento de quase dois anos com Tyler "Skadoodle" Latham e Timothy "autimatic" Ta. Para seu lugar, trouxeram Pujan "FNS" Mehta. Conhecido do coach Soham "valens" Chowdhury da época de Team SoloMid, FNS vinha com experiência de in-game leader em diversas equipes, e traria uma nova gama de jogadas para a C9. Por fim, a passagem do canadense não durou nem dois meses. Foram três campeonatos presenciais todos com eliminações na primeira fase e desempenhos muito abaixo da média. Com FNS tendo um desempenho fraco, a Cloud9 foi obrigada a buscar outro jogador. Saindo de suas características, trouxe o eslovaco Martin "STYKO" Styk, emprestsado, que ocupava o banco de reservas da mousesports. Apesar do começo ruim, começou a se encaixar com a chegada de outro europeu. Maikil "Golden" Selim era uma das poucas opções de in-game leader no mercado para ocupar a vaga de Tarik "tarik" Celik que reencontrou seu companheiro Stewie na MIBR. Logo o sueco foi efetivado como novo jogador do quinteto de forma oficial, com Styko permanecendo por empréstimo.
Golden é o IGL da nova Cloud9 | Foto: HLTV
RESULTADOS RECENTES Essa line-up ainda não completou um mês juntos e tem apenas 16 mapas jogados. Os resultados recentes não são animadores, mas trazer um player que trabalha de maneira mais passiva numa equipe de características ofensivas ia causar diversas falhas ao longo da adaptação. A estreia dessa formação foi na ELEAGUE CS:GO Premier 2018, uma semana após a entrada de Golden. Apesar do pouco tempo juntos, até levaram um mapa para o overtime contra a número 1 do mundo Astralis. Ao final, acabaram perdendo por dois mapas a zero. Depois, foram decidir a sobrevida na competição contra a MIBR e seus ex-companheiros tarik e Stewie2K. Ainda muito dependente do individual e contra uma equipe que já tinha um entrosamento, não conseguiu um bom resultado.
Depois, eles participaram do classificatório para IEM Chicago. Fizeram uma campanha segura até a decisão, sempre pelo caminho de Upper. Venceram a Team Blackout, Vision Gaming e eUnited chegando a decisão, valendo a vaga. Numa melhor de 5 e com vantagem de um mapa, por ter melhor campanha, e ainda foram derrotados. Mostrando diversas falhas, principalmente defensivas, acabaram perdendo a partida por três mapas a dois e ficando sem a vaga. COMO A C9 VAI REAGIR A MUDANÇAS TÃO DRÁSTICAS? Com os poucos mapas jogados é possível perceber diversas falhas na nova Cloud9, que precisam ser acertados pelo menos para se manter entre os Legends do Major. Primeiro ponto é acertar seu lado contra-terrorista. Sofre por conta de maus posicionamentos, custando rounds chave. Na partida contra a eUnited valendo a vaga para IEM Chicago, foram cinco pontos cedidos em clutchs adversários. Falhas como essa não podem acontecer:
Em seus mapas de prefência, Inferno e Cache (primeiro e segundo pick), o aproveitamento de CT não passa de 40%. Uma das explicações para isso, pode ser a opção de Golden sempre trabalhar avançado em um bombsite e recuado em outro. No primeiro confronto contra a eUnited no mapa da Inferno, a vitória foi definida no lado terrorista, quando abriram uma larga vantagem de 11 a 4. Na virada, o jogo se equilibrou. A escolha da C9 foi ceder toda a região da banana para o adversário, sofrendo para se defender de apenas dentro do bomb. Enquanto no bombsite A dificilmente ocorria um avanço meio, obrigando a eUnited trabalhar somente pela região estreita do apartamento.
Reprodução/HLTV.org
A mesma coisa ocorre no mapa da Cache. Porém, a situação varia dentro do jogo. Ora trabalham recuados cedendo o bombsite A, ora cedem o bombsite B. Na derrota para a BlackOut, a opção por fortalecer o bomb B custou a vitória. No mapa de calor abaixo, podemos perceber que a maior parte das eliminações da BlackOut vieram de dentro do bombsite A e o posicionamento da C9 estava na rua e na Toyota.
Reprodução/HLTV.org
Já na partida seguinte, a opção deles foi trabalhar de dentro do bombsite A. Eles praticamente controlaram o bombsite A e dentro dele, impedindo as entradas. Já no bombsite B, a opção foi de trabalhar na região do baixo (CT).
Reprodução/HLTV.org
A realidade que esses são ajustes básicos que a Cloud9 precisa fazer para chegar mais preparada ao Major. Ela não contava com perdas tão significativas, mas também foi ousada nas contratações. É um processo que levará tempo e com certeza, até o Major, isso não vai acontecer. Mesmo sendo a atual campeã, a Cloud9 é uma das fortes candidatas a sair da fase dos Legends prematuramente. Um bom resultado aqui, seria no mínimo, um novo capítulo da grande surpresa que vimos em Boston. Capa: Foto HLTV com Arte Draft5
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