Mais um episódio da série "Caminho ao Major" que destaca os participantes do
FACEIT Major London 2018, que tem início já no dia 5 de setembro com $1 milhão em premiação. Chegou a vez da Vega Squadron.
VEGA SQUADRON
Dmitriy "
jR' Chervak

Pavel "
hutji" Lashkov

Leonid "
chopper" Vishnyakov

Igor "
crush" Shevchenko

Anton "
kibaken" Kolesnikov

Artem "
Fierce" Ivanov (coach)
Equipes russas são corriqueiramente conhecidas por seu estilo metódico e estruturado de jogo. Foi assim que conhecemos a FlipSid3, o início dos anos da Gambit e também, desde 2017, a Vega Squadron.
HISTÓRICO EM MAJORSEm dezembro de 2016, uma partida na Cache válida pelo classificatório principal do ELEAGUE Major, deixaria o cenário mundial de Counter Strike em choque com o ocorrido. A Vega Squadron trucidou o Ninjas in Pyjamas naquela oportunidade, o que eliminou os lendários suecos da fase de classificação para um Major. Seria a primeira vez na história, em que o NiP não disputaria um torneio da Valve.
Mesmo após ter vencido os favoritos por 16 a 2, os russos não conseguiriam vencer o último jogo, morrendo na praia num dos torneios eliminatórios em que deu as caras pela primeira vez.
Se mantendo junto, o esquadrão chegou no main qualifier do PGL Major Krakow após ter sido campeão do CIS Minor e, mesmo tendo assustado na ocasião anterior, não era colocado como um dos grandes favoritos para vaga. Porém, surpreendeu e venceu Optic, TyLoo e Digntas, conquistando o último espaço possível no Major.
Na Polônia, uma grande decepção para quem apostava algo nos russos. Três derrotas, Virtus.pro, Immortals e Penta, e eliminação precoce na fase de grupos.
Vega Squadron ficou conhecida pelas surpresas | Foto: HLTV
Com a alteração do formato para o ELEAGUE Boston 2018, a Vega chegou sem ter que disputar o CIS Minor. Com mais tempo longe dos radares fez campanha espetacular na primeira fase, vencendo Renegades, FaZe e Liquid, além de uma partida super disputada, que terminaria apenas no overtime contra a G2.
Na ocasião, Leonid "chopper" Vishnyakov se tornaria um dos destaques, quase que ocupando o status de estrela que pertencia a Nikolay "mir" Bityukov.
OS PROBLEMASCom as mudanças na Virtus.pro, a Vega Squadron e tornaria a equipe a mais tempo junta no cenário mundial, mas esse título durou pouco tempo. No dia 9 de abril a organização anunciou que Mir e Sergey "keshandr" Nikishin seriam colocados na lista de transferências. O motivo seria por problemas internos que dividiram a equipe em dois grupos, um querendo mudanças drásticas na forma de jogo e questões mais gerais, enquanto outro optando por manter as ideias.
Isso faria com que a line-up a mais tempo junta no cenário fosse alterada.
Sem ter muitas opções, a Vega buscaria na rival pro100 um substituto, comprando o passe de Igor “crush” Shevchenko, jogador até certo ponto novo no cenário. A outra vaga seria ocupada por Anton "kibaken" Kolesnikov, este sim, veterano que já passou até pela Natus Vincere em 2013.
Kibaken atuou pela Natus Vincere em 2013 | Foto: HLTV
Tendo pouco mais de três meses de nova equipe, os russos disputaram por volta de 20 mapas oficiais apenas, não tendo embate contra nenhum grande nome do cenário e sendo dominada pela rival regional, Team Spirit. Sem nenhum registro presencial, é complicado ter uma previsão do que pode fazer no FACEIT Major e isso acaba sendo benéfico.
Hoje são dois os grandes destaques do time, ambos são remanescentes do outro conjunto, Dmitriy "jR' Chervak e chopper.
O primeiro é AWP e o atual IGL da equipe, mesmo tendo a função de liderança, sempre se manteve acima da média geral dos capitães e chegou a ser cogitado na Natus Vincere na ausência de Danylo “zeus” Teslenko. Chopper, por sua vez, já mostrou que gosta de grandes eventos e cresce em jogos contra equipes de renome. Foi assim na última edição do Major.
Mesmo com o pouco trabalho nas últimas semanas, a Vega tem algumas boas estatísticas no map pool. Dos 4 jogos disputados na Inferno ganhou 3 e na Mirage mantém 100% de aproveitamento, nas três partidas disputadas. Train também é um mapa que se mantém entre os melhores da equipe russa. Porém, temos que analisar os últimos três meses de uma forma mais critica, já que nenhum adversário que venceram nesse período será do nível que enfrentarão no FACEIT Major.
Além disso tudo, se esses forem os mapas em que a Vega se sente melhor, será outro problema, pois são bastante tradicionais, com a grande maioria das equipes fazendo um grande trabalho neles. Seria mais interessante aos russos um mapa surpresa, em que poucos joguem, para poder surpreender com maior facilidade.
No mais, o esquadrão de Alexey "Vega" Kondakov chega em Londres cercado de incógnitas, mas isso pode ser um maior problema aos adversários do que para eles próprios.
Capa: Foto HLTV com Arte Draft5.