A BLAST anunciou mudanças em seu livro de regras para prevenir abusos realizados pelos treinadores em seu mais recente torneio, a BLAST Premier Fall Series 2020, conforme comunicou Robert Mulgaan, Manager de Operações da empresa na última segunda-feira (26).
Indubitavelmente, as alterações se dão pelo mais recente escândalo da comunidade de Counter-Strike, surpreendida no final de agosto pelo banimento de diversos coaches pelo abuso daquele que ficou conhecido como "bug do coach". Ao todo, 36 treinadores acabaram sendo punidos.
Na ocasião, diversas suspensões foram aplicadas a treinadores brasileiros, como Nicholas "guerri" Nogueira, da FURIA, Ricardo "dead" Sinigaglia, ex-MIBR, Alessandro "Apoka" Marcucci, da BOOM, e Bruno "ellllll" Ono, da paiN.
Dentre as medidas adotadas pela organizadora de torneios dinamarquesa, agora cada treinador deverá transmitir sua tela em um canal do Discord pré-definido pela organização do campeonato. Além de garantir a integridade da partida, tal medida visa facilitar possíveis inquirições.
Cada treinador também deverá ter instalado em seu computador o anti-cheat MOss, que em outros tempos já foi utilizado pela Ubisoft na Pro League de Rainbow Six: Siege. O programa, utilizado desde 2010, tira constantemente prints da tela do PC do usuário e detecta também o uso de macros.
"Apesar de não ser um sistema perfeito, é um passo fantástico à frente para garantirmos a integridade de partidas online", disse Mulgan. "Teremos mais evidências caso precisemos averiguar ou revisar algum caso", ressaltou o mandatário
Tais medidas também reduziriam drasticamente as chances de um treinador praticar o stream siniping, conhecido popularmente como telar ou dar ghost, prática que vem sendo investigada pela ESIC - Esports Integrity Commission - em português, Comissão de Integridade dos Esport.
Apesar do bug do coach teoricamente já ter sido corrigido pela Valve, tal exploit existia dentro do jogo desde 2015, sendo corrigido apenas em agosto deste ano, o que provocou diversos abusos ao redor do globo.