Após título, Nak destaca que derrotas fortaleceram a Sharks e vê volta para Portugal como incerta
Em entrevista exclusiva para a Draft5, o capitão da Sharks revelou detalhes sobre seu time e sobre a importante vitória da La League
por Lucas Spricigo/7 de maio de 2018 - 14:53/Capa:
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Após vencer a La League, Renato "Nak" Nakano dedicou um pouco de seu tempo para responder algumas perguntas para nossa equipe em uma entrevista exclusiva. O jogador revelou sobre o time de modo geral, os novos jogadores, o período no Brasil, e também comentou sobre a sensação de ser campeão do torneio. Confira: Qual o seu sentimento após ter conquistado essa vitória, já que foram considerados os underdogs da competição? Eu não tenho nem palavras para descrever. Realmente a gente não era os favoritos, nosso time é novo, eles (FURIA) vinham de uma sequência de vitórias impressionantes, eles estão jogando muito, mas a gente acreditou do começo ao fim, a gente sofreu algumas derrotas que fortaleceram muito nosso time e a gente treinou pesado, acho que treino, treino e mais treino foi o que gerou esse resultado. Falando de time novo, vocês tiveram recentemente trocas na lineup, quais foram os fatores principais para encaixar corretamente essa equipe? A gente estava junto ano passado em Portugal, mas a gente fez duas mudanças no começo do ano. O RCF e o JNT entraram, mantendo eu (Nak),  Exit e Leo_Drunky, e eu acho que nossa line ficou bem balanceada agora. A gente tem dois jogadores agressivos, que são o Leo_Drunky e o RCF; tem o JNT que ta assumindo a função de awp muitas vezes já que nosso time não tem um awp de ofício, e o JNT ta assumindo essa posição e está fazendo muito bem; e tem eu e o Exit que somos os jogadores mais calmos que fazemos suporte muitas vezes e sobramos para clutchs, então eu acho que nosso time está com uma line muito bem estruturada, e eu acho que isso tem gerado resultados. Sobre manter a calma, o time tem jogadores muitos jovens como o Leo e o RCF. Como você ministra eles para que se encaixem no jogo e não percam a cabeça com o público e com outros fatores? É muito difícil porque essas coisas você só pega jogando campeonato atrás de campeonato. Nosso time no começo do ano agora, nos primeiros campeonatos, mesmo que on-line sofreu bastante com nervosismo, mesmo on-line tivemos várias derrotas que foram mais por nervosismo do que por qualquer outra coisa. Então é só jogando cada vez mais, e a gente foca muito nisso, então todo dia a gente conversa sobre isso, a gente vai jogar um campeonato a gente conversa sobre isso, quando termina o campeonato a gente fala também sobre isso, porque eu acho que cabeça no CS, é muito importante, muito do jogo é na cabeça, então a gente precisa melhorar nisso para ficarmos mais fortes. Você falou de Portugal, vocês ficaram um tempo lá e logo voltaram para o Brasil para disputar esses torneios mais importantes. Agora qual o planejamento futuro da equipe? Na verdade a gente estava em Portugal, e voltamos no fim do ano e demos entrada nos vistos portugueses de trabalho. E o consulado português está muito cheio e nosso visto demorou pra sair, e já estávamos no Brasil e surgiram esses campeonatos e nós decidimos jogar, então esperando os vistos começaram a surgir esses campeonatos e deu tudo certo. Estava incerto para a gente, a gente não sabia se ia ou não, e de repente estamos aqui, conseguindo a vaga para Dallas, para a Pro League, então parece que deu tudo certo. Em nenhum momento a gente parou de treinar, mesmo sem saber se ia para Portugal ou não, então a gente acabou recompensado. Você é um dos veteranos do cenário com maior destaque em um passado recente. Naquela época era mais fácil ter uma oportunidade de ir para o exterior jogar um torneio. Como você vê agora essas oportunidades surgindo no CS:GO? Então, os cenários eram diferentes. Antigamente a gente tinha que jogar classificatório no Brasil para aí sim entrar no mundial, então os times brasileiros tinham mais contato com a gente, no caso a gente não conseguia morar fora, a gente tinha que vir para o Brasil sempre, então a gente estava sempre jogando com times brasileiros, era como se aqui esse qualify tivesse SK, tivesse LG, Team One, então antigamente era um pouco diferente, realmente tinham mais oportunidades, agora parece que a ESL conseguiu trazer a LA League e isso é super importante, isso movimenta muito o cenário, incentiva muito os times que estão aqui a treinar mais e com isso evoluírem, e é incrível não só para o Brasil quanto para a América do Sul inteira. Para finalizar vamos falar de Dust 2. Agora vocês vão disputar a Pro League e o mapa está na rotação, vocês pretendem usa-lo como uma carta na manga? Na verdade sim. A gente pretende treinar a Dust 2, a gente já tem algumas coisas, viu algumas coisas, e principalmente lá onde somos totalmente os underdogs, não somos favoritos em nada, os times talvez não vão querer arriscar uma Dust 2, mas a gente tem que ter ela preparada para se por acaso role a gente esteja bem. E eu gosto de jogar Dust 2, e o pessoal do time também gosta, então estamos empolgados com a volta do mapa. Foto: Draft5.gg
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