Após classificação, fer relembra início da carreira: "Quando comecei, não tinha 1 real para jogar CS"

Jogador ressaltou a paixão da torcida e espera conhecer os fãs no Major do Rio

por Ariela Vasquez / 11 de out de 2022 - 13:00 / Capa: Stephanie Lindgren/ESL

A torcida brasileira terá a chance de ver de perto Fernando "fer" Alvarenga, também conhecido como "a dona morte", jogando um Major. A Imperial se classificou para o IEM Rio Major 2022, depois de bater a Complexity por 2 a 1, e fer conversou com Liminha e Filipe "bt" para a transmissão de Alexandre "Gaules" Borba. O atleta lembrou o início da carreira e pontuou a classificação como um dos melhores momento da vida.

"Vou jogar o Major no meu estado. Quando eu achei que isso poderia acontecer? Quando comecei, não tinha 1 real para jogar CS, não tinha dinheiro para comer. Eu ia para São Paulo, não tinha dinheiro para comer, ia para lan house jogar campeonato e hoje eu vou jogar um mundial, um major, dentro do meu estado. Isso aqui não tem preço, cara. Não é só um jogo, não. É muito a mais e só quem está dentro sabe. Quem não está não entende p#### nenhuma. E não vão entender nunca, é só nós que está dentro dessa p####, só nós que sente de verdade."

O brasileiro lembrou que o Major no Brasil sempre foi um desejo de muitos, principalmente daqueles que largaram tudo para trás, deixando família, amigos e namorada, para tentarem viver o sonho de serem jogadores profissionais.

"Era um sonho nosso. Primeiro que era um sonho ter Major no Brasil, só de ter era um sonho para a gente e batalhamos muito por isso desde quando a gente começou a jogar CS em desde 2014, e começou a conseguir mais resultados. A gente sempre pedia um campeonato, um Major no Brasil e nunca teve. Quando foi anunciado, a gente merece para c###### ter isso no Brasil. Nosso fãs são muito apaixonados, não só do nosso time, o brasileiro no geral, independente de qual time ele torça. Brasileiro é muito apaixonado por tudo e a gente merecia muito este Major. Não é porque somos nós. O major, sem a gente, seria uma fatalidade absurda.

"É um dos melhores momentos da minha vida, independente de ganhar Major ou não. Só de estar lá, com a galera do Brasil. Por tudo, não é por agora, por conta desse qualify. Desde 2014 a gente está lá. É um trabalho que a gente nunca imaginou que pudesse acontecer. E hoje está sendo realidade. Eu fico imensamente feliz, tem nem muito o que falar."

O jogador ressaltou que a emoção não é por agora, mas por tudo o que o Brasil já fez no CS:GO há anos e que foi recompensado agora. Fer também comentou sobre a torcida, que vai acompanhar desde a primeira etapa, a Fase dos Desafiantes.

"O Brasil é diferenciado. Já vai ter torcida na primeira fase, porque o Brasil é o Brasil. E eles sabem que o Brasil é Brasil. Quando anunciaram o Major, eles viram que não é brincadeira. Vai ser um evento do c######. Eu espero poder abraçar todo mundo, todos nossos fãs, todo mundo que torce pela gente, pelo Brasil, e a galera toda vai fazer um espetáculo."

Sobre a vitória contra a Complexity, fer comentou que o jogo foi mais importante do que o segundo título de Major, que foi o ESL One: Cologne 2016.

"O primeiro é difícil, fica muito marcado. Mas o segundo, se fosse comparado com esta vitória, para mim é maior do que o segundo major. Se eu tivesse que trocar, eu trocaria. É absurdo, cara, sério. Surreal", finalizou.

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