Banido por pouco menos de seis meses após as investigações da ESIC acerca do bug do coach, Alessandro "Apoka" Marcucci foi ao Twitter para expor sua versão dos fatos que resultaram em sua punição, colocando à disposição da BOOM seu cargo como treinador da equipe.
Pelo auxílio nas investigações, Apoka teve sua pena aliviada em 85% | Foto: Igor Bezborodov/StarLadder
Além destes dois supostos abusos, outros quatro de um round de duração foram listados pela Comissão de Integridade dos Esports. Tais resultados proveriam ao brasileiro a punição máxima de 36 meses, mas por conta de sua colaboração com as investigações, Apoka teve a pena reduzida em 85%, resultando em pouco menos de 6 meses de gancho.
O brasileiro, inclusive, já teria checado ambas as demos e constatado a ocorrência do bug em ambas as ocasiões, o que lhe levou a crer que as duas partidas foram disputadas diretamente da gaming house da Luminosity em solo canadense, o que segundo Apoka, representaria sua ausência perante o computador durante ambos os confrontos.
Em sua defesa, Apoka afirma que geralmente não permanece na frente do computador durante as partidas, fato que segundo ele, tem o respaldo de que seu mouse não se movimenta durante as partidas apresentadas pela ESIC como provas concretas.
"Eu estou profundamente aborrecido por isso, mas não por causa de minha consciência - porque tenho 100% de certeza que nunca usei nada para ganhar vantagem. Tenho sido um treinador profissional por mais de 18 anos. Organizei torneios no Brasil e sou parte ativa do cenário por mais de 20 anos. Acredito que ao menos algumas pessoas que estão lendo saibam da minha natureza, dentro e fora do jogo", declarou o treinador.
Apesar de ter aceitado a punição, Apoka nega qualquer abuso | Foto: Rafael Veiga/DRAFT5
"Infelizmente, essa punição ocorre por conta de um bug do qual a maioria dos treinadores sequer sabia da existência, e não porque eles quiseram tirar vantagem disso", alega Apoka. Mesmo concordando com a punição e parabenizando o trabalho da ESIC, o brasileiro ressaltou que "o método de punição deveria se basear na vantagem obtida".
Finalizando seu comunicado, Apoka anunciou: "Não estarei como coach do time e meu cargo fica à disposição da BOOM e dos jogadores. Foi incrível passar esse ano com esses jogadores e realmente agradeço a Deus por ter tido o privilégio de fazer parte disso", comunicou o mandatário. Assim, a equipe passa a ter a seguinte escalação:
Marcelo "chelo" Cespedes
Gustavo "yel" Knittel
Bruno "shz" Martinelli
Ricardo "boltz" prass
João "felps" Vasconcellos
Logo nas primeiras horas desta segunda-feira (28), a Comissão anunciou punições direcionadas a 37 treinadores de todo o mundo, os quais incluem o próprio Apoka, além de diversos outros brasileiros, como Nicholas "guerri" Nogueira, da FURIA, Ricardo "dead" Sinigaglia, ex-MIBR, Bruno "ellllll" Ono, da paiN, Henrique "rikz" Waku, da DETONA, e Pedro "peu" Lopes, da W7M.
Afirmando não estar ciente do exploit até o recente desenrolar dos fatos, Apoka aceitou a punição aplicada pela Comissão, mas negou que tenha se aproveitado do bug para obter vantagem sobre qualquer equipe rival: "É evidente que eu estava bugado até no aquecimento, e quando o jogo acaba, eu não desconecto, provando que eu não estava no meu PC em qualquer momento", defendeu-se. Segundo a inquirição da ESIC, o treinador brasileiro teria supostamente utilizado o bug em 2017, em partida contra a Cloud9 válida pela ECS S4 - NA, e 29 rounds, também contra a equipe norte-americana, mas pela ECS S5 - NA. Em ambas as ocasiões, Apoka representava a Luminosity Gaming. "Existem ao menos dez rounds onde fica claro que eu poderia ter ajudado o time, mas isso não acontece", crava o treinador. "Se você analisar o jogo onde o bug aparece, você pode ver que eu estou na mesma câmera durante todo o jogo", afirmou.ESIC Punishment - ENG
Read: https://t.co/EMK6MBTVfZ — Ale Apoka (@ale_apoka) September 28, 2020
Pelo auxílio nas investigações, Apoka teve sua pena aliviada em 85% | Foto: Igor Bezborodov/StarLadder
Apesar de ter aceitado a punição, Apoka nega qualquer abuso | Foto: Rafael Veiga/DRAFT5