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Analistas da ESL debatem função dos treinadores e rasgam elogios a peacemaker

Com o cenário de CS:GO cada vez mais evoluído, um bom treinador pode ser a diferença entre a vitória e a derrota

por Lucas Benvegnú / 15 de set de 2021 - 18:00 / Capa: João Ferreira/DreamHack

Goste a Valve ou não, os treinador já se tornaram uma parte mais do que preponderante para o funcionamento das equipes profissionais de Counter-Strike. Em um cenário onde os times de elite do planeta se estudam cada vez mais, um sexto elemento com uma visão de jogo mais aprofundada pode ser a diferença entre a vitória e a derrota.

"Já vimos coaches dando consistência à equipes, especialmente quando as coisas não vão bem, há jogadores saindo e entrando a todo momento. Você perde a mecânica de time quando isso acontece", destaca Alex "Machine" Richardson, comentarista da ESL, em vídeo publicado pela empresa.

"Você precisa de alguém para estudar os oponentes. É preciso ter um sexto homem fazendo isso, o trabalho extra. Caso contrário, você estará um passo atrás de seus oponentes. Se você quer ter um sucesso longevo no Counter-Strike, um coach é essencial", pontua o britânico.

Chad "SPUNJ" Burchill, analista da organizadora de torneios alemã, viveu de perto a realidade do CS:GO competitivo durante os primórdios do FPS da Valve, quando liderou Vox Eminor e Renegades rumo à aparições esporádicas em alguns dos torneios de maior calibre de sua época.

"Há muitos treinadores que trabalham a motivação, são quase líderes de torcida, mas eles tem de ser mais que isso. Eles são os caras que trabalham as personalidades existentes dentro de um time, mantendo todos nos trilhos e se certificando de que não existem tantos conflitos internos", explica o australiano.

"O treinador também precisa tirar os jogadores da lama quando as coisas não vão bem. Você tem treinadores que estão lá apenas para isso. Já vimos coaches mais analistas, estratégicos. Estes assistem mais demos e colocam na mesa o que os oponentes costumam fazer", pondera.

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"Com o passar dos anos, o cenário tem se profissionalizado cada vez mais. Existem cada vez mais funções. Da motivação, à parte mental, chegando ao lado mais tático. Estas posições evoluem constantemente", diz SPUNJ.

Machine elogiou a escolha do brasileiro peacemaker para o comando técnico da Complexity | Foto: João Ferreira/DreamHackMachine elogiou a escolha do brasileiro peacemaker para o comando técnico da Complexity | Foto: João Ferreira/DreamHack

"Antes, o treinador estava lá para ajudar o time e o capitão. Agora, em muitos casos, o coach está tocando o time, ditando o ritmo de jogo", finaliza o australiano. Machine, por sua vez, ainda encerrou sua breve entrevista elogiando a escolha do treinador Luis "peacemaker" Tadeu para o comando técnico da Complexity, apontando-o como a peça que faltava no quebra-cabeças da organização norte-americana.

"Ver o peacemaker se juntar à Complexity é interessante. Vi algumas pessoas falando no Twitter que seria pela amizade que ele e o blameF tem, então creio que o peacemaker possa ser o elo que faltava na Complexity e sua antiga estafe", crava. "Estou interessado em ver se ele vai ter uma continuidade nesse projeto e se poderá ter sucesso com isso", arremata.