A queda nos valores obtidos com os adesivos do Counter-Strike 2 acelerou os planos internos na FURIA. Em entrevista concedida ao The Esports Radar, André Akkari, CEO da organização, detalhou o impacto na saúde financeira de diversas equipes por conta da mudança no ecossistema da Valve.
"Isso afeta o fluxo de caixa, afeta tudo. Tem sido muito prejudicial para todas as organizações. Temos a sorte da FURIA contar com cerca de doze grandes patrocinadores, por isso provavelmente sentimos o impacto um pouco menor do que outras. Existem organizações por aí sem nenhum patrocínio que sobrevivem apenas dos adesivos. Isso é trágico, é ruim para o mercado, ruim para nós, ruim para eles, ruim para todo mundo. Acho que é ruim até mesmo para a Valve."
Recentemente, Jaime Pádua anunciou a saída do comando executivo da FURIA, mas continua como sócio e conselheiro estratégico da organização. Porém, Akkari revelou que novas mudanças estruturais estão a caminho no clube, destacando a necessidade de equilibrar as contas contra concorrentes europeus e norte-americanos.
"Foi muito difícil construir uma empresa que compete com o mundo estando sediada no Brasil. A cotação do dólar frente ao real, a concorrência salarial, tudo isso. Pense nas maiores organizações: todas elas ganham em dólares, faturam em dólares e estruturam seus contratos de patrocínio em dólares. Nós operamos em reais e temos que pagar em dólares. É uma batalha brutal."
"Se não formos extremamente precisos na tomada de decisões, sobre custos, sobre tudo, não conseguiremos vencer essa batalha operando a partir do Brasil. Continuaremos reestruturando, continuaremos mudando, continuaremos fazendo mudanças importantes e de grande impacto."
Acompanhe a aba "Campeonatos" na DRAFT5 para não perder nenhum detalhe dos eventos nacionais e internacionais de Counter-Strike.