Adaptação de saffee, drop sólido e enaltecimento à guerri: tacitus fala sobre ida da FURIA ao RMR
Tacitus falou sobre experiência com a FURIA e RMR para Antuérpia
por Filipe Carbone/7 de abril de 2022 - 12:00/Capa: Reprodução/HLTV
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Pouco badalado pelo público brasileiro em geral, Marcos "tacitus" Castilho chegou na FURIA em junho do ano passado depois de se mostrar um excelente treinador nas oportunidades que teve junto às equipes norte-americanas, com um dos maiores destaques a passagem pela Triumph.

O bom desempenho em território internacional chamou a atenção da FURIA, que foi atrás de um dos grandes nomes brasileiros para reforçar ainda mais a comissão técnica. Já possuindo Nicholas "guerri" Nogueira no posto de treinador, os Furiosos tinham, agora, dois dos maiores nomes do Brasil no comando de equipes.

Em entrevista à DRAFT5, tacitus contou um pouco sobre tudo que viveu com a equipe nos últimos meses, desde a contratação de Rafael "saffee" Costa e a promoção de André "drop" Abreu, até a possibilidade de suprir a ausência do treinador da FURIA em mundiais de Counter Strike.

ELOGIOS À GUERRI

Mesmo com pouco tempo de casa, tacitus já teve a responsabilidade de assumir o comando técnico da equipe durante um evento chancelado pela Valve. Com guerri banido pela desenvolvedora, coube ao treinador assistente ficar junto à equipe no palco do PGL Major Stockholm 2021. Entretanto, ele revelou que mesmo em um momento de dificuldade, guerri conseguiu mostrar o poder e responsabilidade que tem junto ao time.

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Foto: Adela Sznajder/DreamHack

Contando sobre um bastidor da ida da FURIA para a Suécia, tacitus revelou que se encontrou com guerri às vésperas da estreia da equipe no Major onde, segundo ele, uma das melhores experiências de vida que teve. Ainda sem uma definição da Valve sobre os banimentos, tudo indica que ele terá que passar por mais uma conversa com o comandante para alinhar os pensamentos para o evento da Antuérpia.

"Quando a gente estava na Suécia, o guerri fez questão de me chamar para um jantar. Naquele dia, ele jogou fora o guerri e o tacitus e foi uma conversa entre Marcos e Nicholas. Nessa conversa ele falou: 'como você está? como você vai estar para o campeonato?'. A gente teve uma troca de ideias que foi muito produtiva, e eu posso falar que foi uma das melhores experiências da minha vida", disse tacitus.

Estar atrás de uma equipe no Major é o sonho da maioria dos grandes treinadores, incluindo tacitus. Entretanto, ele destaca que a maneira como as coisas se desenrolaram fez com que ele se sentisse deslocado. Além disso, revelou o quanto ele gostaria que guerri estivesse naquela posição.

O treinador adjunto de guerri revelou que o estilo instaurado pelo comandando na FURIA é algo muito profundo e intenso, fazendo com que os jogadores soubessem exatamente o que fazer mesmo sem ele estar junto ao time em um evento da Valve.

"Toda vez que a gente pausava e eu falava alguma coisa, os meninos já sabiam o que o guerri estaria falando. O guerri já implementou uma cultura dentro do time que todo mundo já sabe o que ele estaria falando naquela hora. Eu não estava lá para mudar nada, eu estava tentando fazer eles sentirem menos falta do guerri. Se eu puder fazer isso bem, já fico feliz".

CHEGADA DE SAFFEE E UPGRADE NA FURIA

Status de estrela. Foi desta maneira que saffee chegou até a FURIA no início deste ano. Com uma apresentação que contou com a presença da imprensa - que foi até o cinema para acompanhar o documentário da organização no último Major -, o jogador é visto como uma grande esperança para os brasileiros tanto para a disputa do Regional Major Ranking (RMR) quanto para outros torneios.

Exaltando a qualidade técnica do franco-atirador, tacitus pondera o quanto ele agrega ao time não só pelo potencial que possui dentro do servidor, mas também pelo profissionalismo que carrega. Isso, segundo ele, foi um divisor de águas para que ele fosse contratado pela FURIA para a temporada.

"Eu já conhecia um pouco ele. Em termos de índole, pessoa e o que ele traria para a atmosfera do time a gente já era muito familiarizado. Isso teve um grande impacto para trazer o saffee. O guerri falou que o fato do saffee ter tentado ser um atleta de futebol ajudava muito na maturidade do jogador. Quando ele entrou para a FURIA, já entrou com postura de atleta que é a expectativa que a FURIA tem para os seus jogadores".

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Foto: Radosław Makuch/HLTV.org

Desde a saída de Henrique "HEN1" Teles e Paytyn "junior" Johnson, a FURIA não contava com um AWPer de ofício. Além disso, tacitus destaca a qualidade do Jacaré - que deixou o time de repente para se unir a seu irmão gêmeo, Lucas "LUCAS1" Teles -, mas aponta como saffee consegue trazer mais benefícios para o estilo de jogo que o elenco propõe.

Mesmo tendo HEN1 e saffee na mesma prateleira, tacitus revelou que a alta capacidade do AWPer da FURIA com um rifle na mão é exatamente o que o elenco precisa para conseguir manter o mesmo ritmo de jogo, principalmente no lado Terrorista, onde os brasileiros gostam de jogar de maneira mais agressiva.

"São dois AWPers ótimos, mas de características diferentes. A gente pega aquela base de modelo que era a FURIA com Henrique e coloca o saffee. Eu acho que o saffee é um cara que em termos de jogar de rifle ou de AWP, tem um dinamismo maior. Por já ter esse repertório de ser rifler antes de ser AWPer, facilita esse encaixe dele na FURIA".

"A sensação de ter um AWP fixo é muito boa quando você pensa em qualquer um dos times que está tendo sucesso hoje em dia. Ele prova ser um cara que traz muito impacto para um time de grande sucesso. O arT se sentia um pouco travado neste sistema. Ele é um cara que quer ser agressivo no mapa, mas ter uma AWP te restringe de fazer isso", afirmou tacitus.

RESPONSABILIDADE DE DROP

Indo na direção oposta de saffee, drop não carrega status de favorito nem de estrela da FURIA, mas já mostrou ser peça-chave para o esquema da equipe nas partidas. Mesmo com pouca idade, se viu obrigado a abraçar responsabilidades importantes de um dos maiores times de Counter-Strike do mundo, e conseguiu corresponder bem a esse papel, de acordo com as falas do Assistant Coach.

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Foto: HLTV.org

"O drop entrou em um momento muito difícil para a FURIA. A gente ia jogar um RMR ano passado e se a gente não passasse para os playoffs, não iríamos para o Major. Ele entrou com um papel importante que era ser um jogador sólido que ia jogar em lugares do mapa muito importantes, como o B da Mirage. Se ele toma uma explosão, é um armado que vai para o saco. Ele entrou, e cumpriu o papel com excelência", disse tacitus.

Além de toda a responsabilidade supracitada pelo assistente de guerri, o jogador também mostrou ser frio igual uma geladeira. Com todos os motivos do mundo para ficar nervoso ao subir em um palco de Major, ele "praticamente não sentiu a pressão", ressaltou o treinador adjunto, e "sabe exatamente a hora que precisa aparecer como voz do time".

"É jovem e sem experiência, entrou e jogou como um jogador com muita experiência. Era um cara que mantinha a vibe do time muito para cima, puxava plays, comunicação sempre ativa. E o que mais me impressionou foi no Major. Praticamente não sentiu a pressão do campeonato", destacou.

Possivelmente sem guerri, tacitus se prepara para ficar atrás do time mais uma vez no Regional Major Ranking das Américas. Marcado para começar no dia 11 de abril, a competição dará seis vagas para o PGL Major Antwerp 2022. A DRAFT5 fará a cobertura completa da competição e todas as informações estão disponíveis na aba campeonatos.

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