"Acredito que o Brasil possa voltar a vencer com quinteto inteiro brasileiro", opina tge
Treinador diz não ter recebido sondagens de equipes brasileiras
por Ricardo Vaz de Melo/4 de julho de 2024 - 14:00/Capa: Stephanie Lindgren/ESL

Até a metade deste ano, a 9z viveu altos e baixos na temporada. Mesmo com algumas quedas em campeonatos regionais, a equipe teve dois grandes triunfos: o título da FiReLEAGUE Global Final e a boa campanha na IEM Dallas 2024. Gustavo comentou sobre o torneio nos Estados Unidos e opinou sobre o que faltou para a 9z na semifinal contra a G2 Esports.

"Nesse campeonato, a gente conseguiu jogar o nosso Counter-Strike. Sem pensar nos outros, focado na gente, fazendo o nosso bem. A fase de grupos foi muito boa, a gente teve resultados absurdos, a gente lidou muito bem com todos os fatores", iniciou.

"Passando pro palco, falando um pouco de mim, foi a primeira experiência que eu tive em palco desse tamanho, com tanta torcida. Mas quando a gente coloca o fone na cabeça, a gente esquece de tudo. Mas, acredito eu que faltou um pouquinho de experiência, a gente não soube lidar com algumas questões em que os adversários foram muito bem".

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Foto: Viola Schuldner/ESL

Treinador da 9z desde janeiro de 2023, TGE vem fazendo um trabalho muito sólido a frente da equipe sul-americana. Com isso, é normal que o comandante receba contato de outras organizações interessadas em seu trabalho. Gustavo revelou se realmente existiu este interesse por parte de outras equipes, incluindo a FURIA, que recentemente anunciou a saída de Nicholas "guerri" Nogueira do elenco.

"Acredito que nenhum time veio falar comigo especificamente pra guiar um projeto, pra traçar ele de começo. Eu evito ficar pensando nisso, porque eu tenho contrato com a 9z, sou feliz aqui, se não fosse eles eu acredito que não teria essa oportunidade. Me trouxeram como analista, aprendi bastante, me deram oportunidade como treinador, então sou muito grato a eles".

"Hoje eu estou focado aqui, tenho contrato a cumprir, sou muito feliz. Evito ficar pensando no futuro, então tento sempre viver o presente. O futuro, se a gente der o nosso melhor, vai reservar coisas boas. Como eu disse, nenhuma organização veio falar comigo, mas também estou focado aqui, bastante feliz e fazendo as coisas, que o futuro a Deus pertence".

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Foto: Stephanie Lindgren/ESL

Futuro do sul-americano

Gustavo também falou sobre o futuro do cenário sul-americano, mais especificamente sobre o brasileiro. Desde o MIBR em 2018, o Brasil não conquista resultados expressivos no Counter-Strike. TGE disse acreditar no potencial da nossa região e enxerga com boas olhos um possível sucesso da América do Sul no Counter-Strike 2.

"Eu acho que dá sim pra vencer e se manter no topo. Basta ter as pessoas certas, no momento certo, que a vai voltar. Eu acredito sim que os brasileiros possam voltar a vencer, com quinteto inteiro brasileiro, com a comissão brasileira (...) Acho que o grande problema que enfrentam hoje em dia é a parte mental de cada jogador. Se alinhar isso ai, bala na cara tem (...) A única diferença que eu vejo da Europa pra América do Sul é o investimento. Pra você jogar bem aqui você gasta R$15 mil, R$20 mil com computador, pra eles lá é €2 mil. Pra gente vai ser tudo mais difícil. A gente vai ter que se doar mais".

Você pode conferir o bate-papo com Gustavo "TGE" Motta na íntegra através do nosso canal no YouTube ou clicando no player abaixo.

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