Andrei "arT" Piovezan certamente tem muito o que comemorar junto à FURIA após a belíssima campanha da equipe brasileira no PGL Major Stockholm 2021. A equipe, aliás, foi a única de fora da Europa e do CIS a alcançar os playoffs do certame.
Mostrando maturidade na LAN, os furiosos desbancaram MOUZ, Team Liquid e Entropiq rumo às quartas de final da competição, antes de cair diante da Gambit, uma das principais postulantes ao título de maior prestígio do cenário mundial de CS:GO.
Em entrevista ao portal norte-americano Rush B Media, o capitão do esquadrão brasileiro falou sobre o resultado obtido em solo sueco, a adaptação da equipe a um jogo sem o AWPer de ofício e os planos para o fim de temporada.
"Dependendo do mapa, temos tentado coisas novas, como na Overpass, que o KSCERATO é o AWPer na A e eu tenho mais liberdade. Na Nuke, eu sou o AWPer primário, mas não puxo a sniper com muita frequência. Na Mirage, trocamos muito essa função. Está em aberto agora", ponderou.
arT, famoso pelo estilo de jogo impetuoso, reconhece que não se sente mais tão confortável enquanto empunhando a sniper para sua equipe, dado o fato de que tal função fere um pouco seu gameplay.
"Se eu sou o AWPer primário e morro primeiro, mesmo que seja um pra um, prejudica o time. Então, geralmente, eu preciso jogar mais na segurança. Na Inferno, por exemplo, eu tentei puxar a AWP, mas é mais suporte, é complicado", admitiu.

Ao todo, 21 atletas carregaram o estandarte verde amarelo em Estocolmo e, não por acaso, arT cobra para que o Brasil receba mais vagas diretas no próximo Major: "Acho que para o próximo Major eles deveriam dar mais vagas para o Brasil. É merecido", afirmou.
É bom lembrar, todavia, que os brasileiros chegaram sem grandes expectativas no Major e, mesmo com três das equipes tupiniquins eliminadas na primeira fase, a FURIA provou seu valor e alcançou os playoffs.
"É bom jogar sem aquela pressão, mas honestamente, temos jogado melhor como favoritos. Já jogamos muito melhor sob pressão no passado e é uma boa forma de melhorar como jogador", garantiu o capitão.
Com o calendário vazio para o restante da temporada, a FURIA ainda não sabe quando voltará a tomar parte em compromissos oficiais. A lacuna, entretanto, agrada arT, que vê nesse período a chance de fazer os ajustes necessários dentro do time.
"Não temos mais torneios agendados para o ano, então não sabemos quando vamos jogar. É uma boa época ara nos prepararmos. Vamos treinar o quanto pudermos para corrigir os erros que cometemos, desde o RMR", ressaltou.
"Temos muitas partidas e mapas para rever e, por consequência, muito a conversar. Será uma temporada de treinos. Tentaremos encontrar nosso ritmo de jogo, trabalhar essa função de AWPer, como será feita, e tudo mais", finalizou.
