Em uma livestream na última quinta-feira (25), o streamer Alexandre "Gaules" Borba comentou sobre a elitização dos esportes eletrônicos e a falta de jogadores negros no cenário profissional de Counter-Strike.
Gaules ressalta que o esporte eletrônico, em especial o Counter-Strike e outros jogos de computador ou console, são extremamente elitizados, principalmente por conta da atual situação de parte da sociedade brasileira.
"O acesso do CS ainda é muito difícil, a gente vive num país que o cara às vezes não tem escola, saneamento básico, não tem saúde, e aí o cara vai ter um computador gamer? É um negócio muito elitizado, todo mundo sabe disso".

O streamer ressalta que a situação é diferente nos jogos de celular como o Free Fire, Clash Royale ou Mobile Legends. O aparelho, por fazer parte do dia a dia da população, se torna mais acessível ao jovem no geral.
"No celular, que a maioria das pessoas tem o acesso, você consegue ver muitos jogadores de periferia sendo melhor do Brasil, por quê os caras é foda. Você consegue fazer com que a barra para você entrar, seja mais fácil. Você consegue abrir essa porta para a molecada mostrar o seu talento".
Uma das possíveis soluções, segundo Gaules, é a implementação de projetos públicos por parte do estado, oferecendo oportunidades não somente para o cenário competitivo, mas no mundo eletrônico no geral.
"O que não tem muito é essa porta de entrada que o estado poderia - além de ter um milhão de coisas que poderia fazer - oferecer isso, centro, lugar onde a molecada pudesse ter uma academia de aprender a jogar jogos eletrônicos, criar jogos, mexer com internet e computador de ponta", concluiu o brasileiro.