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5 vezes em que equipes tiveram que usar o coach como jogador
A maioria deles foi obrigado a cumprir função de jogador durante Majors
por Cristino 'cac0' Melo/12 de setembro de 2021 - 19:00/Capa: Divulgação/HLTV - Arte/Draft5

Passando por diversos imprevistos, a FURIA Esports jogou a ESL Pro League S14 com Nicholas "guerri" Nogueira. Mesmo sem o ritmo de jogo dos companheiros, guerri recebeu elogios por sua performance, apesar ded não classificar a pantera para os playoffs.

Entretanto, esta não é a primeira vez que um treinador é obrigado a jogar um grande torneio. A DRAFT5 preparou uma lista com cinco vezes em que equipes tiveram que usar o coach como jogador. Confira:

Zonic - ESL One Cologne 2016

A ESL One Cologne 2016 foi uma das mais azaradas para Astralis. Para a disputa do segundo Major daquele ano, eles não teriam o recém-contratado Markus "Kjaerbye" Kjærbye. Por isso, eles convidaram Lukas "gla1ve" Rossander, que defendia a Team X na época.

A entrada do coach Danny "zonic" Sørensen foi na última rodada da primeira fase. Peter "dupreeh" Rasmussen teve um problema de apendicite e abandonou a competição.

Precisando vencer a série contra Team Dignitas, pelo menos para se manter com status Legends, a Astralis suou muito. Eles venceram por dois mapas a um, com os outros players suprindo a falta de habilidade do treinador. Zonic terminou a série 37/60, mas o importante é que a vaga nas quartas de final estava garantida.

O sonho do título acabou no confronto contra a Virtus.pro. Mesmo com outro jogo disputado, a Astralis foi derrotada por 2 a 0. As parciais foram de 19 a 17 na Overpass e 19 a 15 na Train. Zonic novamente teve uma partida apagada com 25/53.

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Divulgação/HLTV.org

Rejin - cs_summit 5

Em uma situação inusitada, o ex-treinador da mousesports, Allan "Rejin" Petersen, foi obrigado a entrar durante a final do cs_summit 5. Finn "karrigan" Andersen foi obrigado deixar a decisão contra a G2 Esports após o primeiro mapa por problemas de visto.

A situação já havia sido previamente avisada pelo capitão através das redes sociais. E, aparentemente, Rejin ficou preocupado com isso.

"Por favor 2-0. Estou implorando pela minha vida aqui", disse.

O desespero do treinador era justificável. Após vencerem a a Mirage com Karrigan, não encaixaram seu jogo na Vertigo. A derrota por 16 a 1 apontava para o título da G2.

Porém, o espírito de decisão entrou no restante dos jogadores da mouz que passaram a chamar a responsabilidade. Ropz, ChrisJ e frozen garantiram 23 abates cada na Train. Com isso, garantiram a vitória por 16 a 14 e o título para os europeus.

Rejin continuou com uma atuação fraca. Em dois mapas terminou com 14/38, menos abates que Karrigan fez em um mapa. Apesar disso, o título que era importante.

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Reprodução/Twitch

Zews - StarLadder Berlim Major 2019

Guerri não foi o único treinador brasileiro a ter que entrar no servidor para dá bala. Wilton "zews" Prado já passou por essa situação duas vezes em MAJOR.

Em 2019, no StarLadder Berlim, o MIBR passava por problemas estruturais e Marcelo "coldzera" David deixou o time as vésperas da competição. Sem tempo suficiente para trazer outro player, zews foi o escolhido.

Apesar do esforço do treinador, o MIBR não conseguiu cumprir seu objetivo que era se manter entre os Legends. Foi uma vitória sólida sobre a Ninjas in Pyjamas e depois três derrotas seguidas, decretando a perda do status.

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Divulgação/HLTV

BÔNUS: Como dito anteriormente, zews já participou de dois Majors como jogador. Durante o ELEAGUE Major Boston 2018, o então treinador da Team Liquid teve que entrar no servidor.

A organização americana acabara de adicionar Lucas "steel" Lopes em sua line-up. Entretanto, o brasileiro não poderia atuar, por isso zews foi acionado.

Tentando entrar no Challengers, a Liquid ficou a uma vitória da classificação. Com duas oportunidades de passar de fase, perdeu para Vega Squadron e Na'Vi, dando adeus ao Major.

Jumpy - ESL One: Road to Rio - Europe

A troca mais recente da lista aconteceu durante o finado torneio para o ESL One Rio Major. Jimmy "Jumpy" Berndtsson, então treinador da North, foi obrigado a substituir Markus "Kjaerbye" Kjærbye, que passava por problemas de saúde.

O sueco atuou nas últimas quatro partidas da equipe no torneio. Duas ainda pela fase de grupos com duas vitórias. Mas nos playoffs duas derrotas custaram a desclassificação do time.

Para piorar, por conta da troca, a North acabou perdendo 20% dos pontos conquistados para o RMR. No final, isso pouco adiantou, já que a organização encerrou seu time de CS:GO em 2021.

Guerri - ESEA Global Challenge

A ESL Pro League não foi o primeiro torneio que guerri teve que mostrar seu talento como pro player. Ainda em 2019, ele participou da ESL S31 Global Challenge, já pela FURIA. Com problema de visto, Rinaldo "ableJ" Moda voltou ao Brasil e o treinador teve que o substituir.

A troca foi bem-sucedida, visto que a FURIA conquistou o título da competição. Inclusive na final diante da Team Spirit, ele mostrou uma atuação sólida, principalmente na Vertigo, atingindo um rating de 1.36.

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