2016 foi há dez anos: como era o cenário de Counter-Strike naquele tempo? Entrando na onda que tem dominado as redes sociais nos últimos dias, a DRAFT5 relembra como era o mundo no FPS da Valve há uma década.
O ano começava com a FaZe Clan adquirindo o então elenco da G2 com Håvard "rain" Nygaard e Ricardo "fox" Pacheco por incríveis $750 mil, montante considerado insano para aquele tempo.
Já os dinamarqueses recém-saídos da Team SoloMid - incluindo Nicolai "device" Reedtz, Peter "dupreeh" Rasmussen, Andreas "Xyp9x" Højsleth e Finn "karrigan" Andersen - se despediam da organização norte-americana para fundarem a Astralis.
rain durante a DreamHack Open Leipzig 2016, o primeiro campeonato da FaZe Clan no Counter-Strike | Foto: Adela Sznajder/DreamHackA fnatic do atual melhor do mundo Olof "olofmeister" Kjabjer, aos trancos e barrancos, seguia forte na luta pelos principais títulos do planeta junto da Natus Vincere de Danylo "Zeus" Teslenko e companhia.
A Luminosity crescia de produção gradativamente, sendo vice-campeã tanto da DreamHack Open Leipzig 2016, quanto da IEM Katowice 2016. Enquanto isso, a EnVyUs trocava Fabien "kioShiMa" Fiey por Timothée "DEVIL" Démolon em uma das movimentações mais controversas da história do Counter-Strike.
Mesmo com os resultados promissores, Gabriel "FalleN" Toledo e companhia não chegaram ao Major de Columbus como favoritos, mas desbancaram gigantes na corrida pelo título muito graças aos incansáveis esforços de Marcelo "coldzera" David.
Luminosity ergue a taça do Major de Columbus | Foto: Divulgação/MLGApesar do sucesso em Columbus, os brasileiros acabaram sendo surpreendidos pela chinesa TYLOO em uma das maiores zebras do ano na DreamHack Masters Malmö 2016, competição que seria vencida pela Ninjas in Pyjamas.
Assim como a arquirrival fnatic, os ninjas, àquela altura, contavam com um elenco 100% sueco, com o país escandinavo seguindo como uma das principais potências do planeta.
A resposta da Luminosity veio em Londres com uma dramática vitória sobre a G2 na final da ESL Pro League S3 Finals, apesar dos incansáveis esforços de Richard "shox" Papillon, dono de um dos highlights do ano.
A polonesa Virtus.pro, por sua vez, ainda figurava entre as protagonistas do cenário mundial, conquistando a StarLadder i-League Invitational #1 sobre os anfitriões da Natus Vincere ainda em maio.
Um certo Nikola "NiKo" Kovač ganhava cada vez mais destaque com a camisa da mousesports, embora não conseguisse carregar a modesta equipe aos pódios dos principais torneios do planeta.
No meio disso, mais uma força brasileira ascendia rumo à primeira prateleira do cenário mundial: a Immortals faria valer da contratação do antigo elenco da Tempo Storm para vencer a DreamHack Open Summer 2016, desbancando o favoritismo dos anfitriões da Ninjas in Pyjamas na finalíssima.
Immortals ergue a taça da DreamHack Open Summer 2016 | Foto: Adela Sznajder/DreamHackNas próximas semanas, um enorme drama tomaria conta do cenário à medida em que SK e Luminosity entravam em uma disputa contratual pelas tropas de FalleN, que buscavam uma transferência para um novo clube em busca de melhores condições.
Em meio ao imbróglio, no último compromisso com a camisa da Luminosity, os brasileiros acabaram sofrendo a vingança pelas mãos da G2, que contou com um desempenho mágico de Adil "ScreaM" Benrlitom e shox, uma das duplas mais fatais da história do FPS da Valve, para conquistar a ECS S1 - Finals.
G2 de ScreaM, shox, SmithZz, bodyy e RpK se vingou da Luminosity | Foto: Divulgação/DreamHackDepois de muito drama, FalleN e companhia finalmente assinaram com a SK Gaming e, de todo modo, chegaram como favoritos ao título do Major de Cologne, o segundo daquele ano.
Na competição mais badalada da modalidade, algumas surpresas na fase de grupos: Dignitas, Ninjas in Pyjamas - grande decepção do campeonato -, EnVyUs, FaZe Clan e G2 sequer passaram da impiedosa etapa inaugural.
Já na fase decisiva, com exceção de um jogo bastante pegado com a Virtus.pro nas semifinais, dominância dos brasileiros, que marcharam rumo ao bicampeonato de Major.
SK celebra o título do Major de Cologne | Foto: Patrick Strack/ESLMesmo com o título na Alemanha, a SK caiu bastante de produção nos meses seguintes, se tornando apenas uma mera sombra do que realmente era e vendo Virtus.pro, Ninjas in Pyjamas e Natus Vincere vencendo os principais campeonatos do mundo.
Esta última, por sinal, fez valer da contratação do jovem Oleksandr "s1mple" Kostyliev, eleito o MVP da ESL One New York 2016, primeiro campeonato que venceria com a camisa do clube ucraniano.
A SK teve a chance de se redimir na ESL Pro League S4 - Finals, disputada em São Paulo entre os dias 26 e 30 de outubro daquele longínquo ano, mas tomou a virada para os azarões da Cloud9 na grande final e viu a festa da torcida brasileira ser arruinada.
Cloud9 arruinou a festa da torcida brasileira que lotou o Ibirapuera | Foto: Helena Kristiansson/ESLNa IEM Oakland 2016, mais um vice-campeonato para a SK, que não foi párea para a Ninjas in Pyjamas na decisão. Os brasileiros até poderiam ter findado o ano com título na ELEAGUE S2, mas caíram diante da Astralis nas semifinais em jogo que ficou marcado por ser o último de Lincoln "fnx" Lau com a camisa do clube alemão.
No fim das contas, a OpTic acabaria conquistando o torneio de $1.1 milhão em Atlanta, mas a Astralis conseguiria a vingança em Anaheim, pouco mais de uma semana depois, para terminar o ano com o título da ECS S2 - Finals.
E tudo isso foi há dez anos. Se sente velho?