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Papo do Rafinha: DETONA e Santos - aulas, cria!
por Rafael Ferreira
17 de junho de 2021Compartilhe:

Vamos falar de projetos. Entenda-se por projeto “aquilo que alguém planeja ou pretende fazer”. No futebol conseguimos apontar vários clubes que têm na sua essência a aposta na base ou a compra dos galácticos. Por outro lado, nos times de esports ainda é possível reparar que a estratégia na composição dos seus elencos é definida ao sabor do vento e com base no momento.

Particularmente, os projetos que me dão mais prazer, entusiasmo e satisfação é o de aposta nos jovens. Esta é, na minha opinião e com larga distância, a melhor estratégia e método a adotar num clube. Apostar na base é uma técnica que necessita de bons profissionais de scouting, mas que entrega uma conta positiva na relação de gastos e lucros. Saber ir buscar aquele menino que se destaca na ranked é sim uma arte e um talento. O custo de ir buscar esse jogador é mínimo e desde que lhe sejam garantidas todas as condições para crescer como profissional, tem todas as chances de ser vendido a um clube maior por valores muito mais altos. No Brasil, existem duas organizações que teimam em não parar de dar aula nesse quesito.

À semelhança daquilo que continua a marcar o futebol do Santos, na equipa de esports a estratégia parece ser idêntica: a aposta na base. Atualmente, a média de idade do time de CS:GO do peixe é de 19,2 anos. O nome que mais chama a atenção em tempos recentes como grande jogador a sair da base do Santos é Enzo “xns” Henrique, atleta que esteve perto de ser o quinto jogador da BOOM/MIBR e que reforçou a Team oNe.

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No entanto, outros jogadores tiveram passagem pelo peixe como Cássio “cass1n” Santos e Guilherme “piriajr” Barbosa. Atualmente como técnico da Team oNe, João “righi” Righi foi também revelado no Santos. Além de outros atletas, os jogadores que passaram pelo peixe não estão propriamente lutando por títulos no tier 1 porque qualidade não é sinônimo de sucesso e nas suas caminhadas, muitos acabam por tomar decisões questionáveis.

Com mudanças recentes, o plantel do Santos contêm alguns jogadores para ficarmos de olho bem atento como Richard “chay” Sheidi e Guilherme “jAPA” Trento. Por último, mas não menos importante, temos Ruan “keiz” Rotondano, um jogador que me admira ainda não ter sido requisitado por tubarões e que espero em breve ver dar o salto.

Falar de aposta em jovens no Brasil e não mencionar DETONA é um crime. O projeto dos pitbulls em conjunto com a mousesports, na minha opinião, são os que mais sucesso tiveram na aposta de jogadores que quase “ninguém” conhecia. Enquanto a organização alemã vai conseguindo adotar essa estratégia no tier 1 mundial, a DETONA adaptou essa realidade ao Brasil. O nome mais alto que saiu da base da DETONA foi, inevitavelmente o de Vinicius “vsm” Moreira. Em grande destaque na Sharks, Romeu “zevy” Rocco também foi revelado na base dos pitbulls, crescendo primeiramente no time academy da organização. Também piriajr teve uma passagem pelo clube.

Dois jogadores a competir no mais alto nível da América do Norte e que têm no currículo experiências na DETONA são Wesley “hardzao” Lopes da paiN e Matheus “prt” Scuvero. Nomes como Kaue “kauez” Kaschuk, Lucas “nqz” Soares, Lucas “lux” Meneguini, Cauã “card” Cardoso e Lucas “lub” Baracat com ligação presente ou passada à organização prometem colocar ainda maior o histórico de revelação de jogadores da DETONA.

Estes são, sem dúvida, dois projetos para acompanhar de clubes que realmente têm uma política definida e não andam ao sabor do momento sem estratégia definida.

*as opiniões expressas nesse texto não refletem as opiniões das empresas DRAFT5 e Gamers Club
PUBLICADO POR:Rafael Ferreira@Rafinhafps

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