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OneTap: O que o futuro reserva para ferGOD
Será que a Dona Morte ainda tem lenha para queimar?
por Lucas Benvegnú
20 de julho de 2021Compartilhe:

Não muito tempo atrás escrevi um texto falando sobre um dos maiores jogadores brasileiros na história do Counter-Strike, Fernando "fer" Alvarenga. Confesso que, ao escrever o dito texto, me flagrei em meio à algumas boas recordações que a "Dona Morte" nos proporcionou junto de SK, Luminosity e por que não do MIBR?

Antes de começarmos, talvez seja bom que você, amigo leitor, vá dar uma olhada naquelas mal traçadas linhas. Enfim, tenho certeza de que muitos como eu vivenciaram os tempos de ouro do CS:GO brasileiro e se lembram do monstro sagrado que era fer.

Creio que um jogador de tal calibre jamais devesse ficar quase um ano sem atuar profissionalmente. Me parece óbvio também que os tempos não são mais os mesmos, mas jogadores como Olof "olofmeister" Kajbjer Gustafsson estão aí para provar: jogar Counter-Strike é como andar de bicicleta.

fer merece respeito por tudo que já fez pelo CS:GO brasileiro | Foto: HLTV.orgfer merece respeito por tudo que já fez pelo CS:GO brasileiro | Foto: HLTV.org

Talvez ferGOD - ou fermonster - não tenha o mesmo poder de fogo de outrora a oferecer para alguma equipe de alto calibre. Entretanto, devo admitir que, acompanhando algumas de suas aparições espontâneas junto a Alexandre "Gaules" Borba nas transmissões de campeonatos, ainda fico abismado com o conhecimento de jogo dele.

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Muito possivelmente, neste hiato da temporada surgirão alguns boatos acerca do futuro da "Dona Morte". Se vierem, certamente trarão junto algumas críticas injustas de alguns "fãs" que também se deram o trabalho de faltar com o respeito ao homem no último texto em que falei dele.

Para não deixar dúvidas: acredito sim que algumas críticas são necessárias, desde que feitas com respeito. O que não é plausível é tentar desonrar a história de um bicampeão de Major, terceiro melhor do mundo em um ano onde só foi superado por dois alienígenas: Marcelo "coldzera" David e Nikola "NiKo" Kovač.

fer ainda parece ter algo a oferecer ao cenário brasileiro | Foto: BLAST Pro Seriesfer ainda parece ter algo a oferecer ao cenário brasileiro | Foto: BLAST Pro Series

Se olharmos para aquele elenco multicampeão com a SK Gaming em 2017, Gabriel "FalleN" Toledo hoje serve à gigante Team Liquid, coldzera não muito tempo atrás representava a forte FaZe Clan, enquanto Epitácio "TACO" de Melo e João "felps" Vasconcellos aventuram-se em um projeto 100% brasileiro com a GODSENT.

Espero realmente que o fer cale a minha boca, mas acho difícil vê-lo outra vez competindo nos maiores palcos do Counter-Strike mundial. Nem por isso, tamanho talento deveria ficar tanto tempo longe dos servidores. Certamente a Dona Morte ainda tem espaço em algum time brasileiro que tenta cavar seu espaço entre as grandes no exterior.

Entra, nesta altura, a vontade de fer. Gostaria ele de viver a emoção das competições outra vez? Submeter-se à uma rotina de treinos e viagens? Difícil dizer. Apesar de viver em um cenário muito volátil e que aposenta tão cedo suas estrelas, fer é jovem. Sequer chegou aos 30 anos. Certamente fez um pé de meia durante os tempos altaneiros. Curtir a vida não parece ser uma má ideia, não?

*as opiniões expressas nesse texto não refletem as opiniões das empresas DRAFT5 e Gamers Club
PUBLICADO POR:Lucas Benvegnú@LucasBenvegnu

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